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Desdobramento da Carbono Oculto mira fintechs e máfia da nafta

Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, mira seis fintechs e adulteração de combustível com nafta; 55 mandados são cumpridos em SP, RJ, MG e PR

"Os focos principais nessa operação são mais 6 fintechs descobertas e a adulteração de combustível com uso de nafta (solvente)", disse o MPSP
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  • Gaeco e Receita Federal deflagraram a operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, com apoio da ANP, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil.
  • Estão em andamento 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
  • O objetivo é desmantelar fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, incluindo a adulteração de combustível com nafta (solvente).
  • Após Carbono Oculto, foram identificadas mais seis fintechs atuando como bancos paralelos da organização para compensações financeiras internas e entre empresas.
  • Quatro fundos de investimento envolvidos somam patrimônio estimado em 205 milhões de reais.

O Gaeco e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto. A ação envolve a fiscalização de 55 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O objetivo é desmantelar fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Participam da operação, além do Ministério Público de São Paulo, a ANP, a Secretaria da Fazenda de SP, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil. O foco principal é o desvelamento de atividades de esquemas envolvendo fintechs que atuavam como bancos paralelos para a organização criminosa e a adulteração de combustível com o uso de nafta, um solvente.

Segundo o MPSP, o desfecho da Carbono Oculto mostrou que pelo menos seis fintechs operavam como parte financeira do grupo, processando compensações entre distribuidoras, postos e fundos de investimento. A organização também utilizava vínculos com parentes, pessoas em vulnerabilidade social e até detentos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiririam solventes desviados para a Grande São Paulo.

A investigação aponta que parte do dinheiro obtido com o esquema era direcionada a fundos de investimento, administradoras de recursos e gestores financeiros. No total, quatro fundos estariam sob escrutínio, com patrimônio estimado em aproximadamente 205 milhões de reais.

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