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DF congela reajustes, concursos e benefícios em troca de socorro ao BRB

Distrito Federal congela reajustes, concursos e benefícios para obter socorro ao BRB; medidas entram em vigor e valem até pagamento do empréstimo.

O governo do Distrito Federal vai congelar reajustes salariais, concursos públicos, contratação de pessoal, aumento de despesas obrigatórias e concessão de incentivos fiscais em troca do socorro ao Banco de Brasília (BRB). Na foto, a governadora Celina Leão.
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  • Distrito Federal vai congelar reajustes salariais, concursos, contratação de pessoal, aumento de despesas obrigatórias e concessão de incentivos fiscais, em troca de socorro ao BRB.
  • STF fechou acordo entre o DF e a União para um empréstimo, com aval de bancos públicos e privados via Fundo Garantidor de Créditos, sem garantia da União.
  • Em caso de inadimplência, o DF poderá oferecer recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
  • O congelamento entra em vigor de imediato e vale até o empréstimo ser pago ou até a recuperação da capacidade de pagamento, conforme avaliação do Tesouro Nacional; prazo mínimo até março de 2027.
  • O DF precisa alcançar nota A+ para deixar o ajuste; hoje está com nota C, com rombo orçamentário estimado em 5,5 bilhões pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal.

O Distrito Federal anunciou um pacote de medidas para viabilizar o socorro ao BRB, o Banco de Brasília. O governo congela reajustes salariais, concursos, contratação de pessoal, despesas obrigatórias e benefícios fiscais. A negociação foi fechada com a União no STF.

Acordo prevê empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com aval de bancos públicos e privados, sem garantia da União. Em contrapartida, a União autoriza aumento do endividamento distrital; em caso de calote, recursos do FPE e do FPM podem ser usados.

Medidas de corte entram em vigor imediatamente: suspendem novos concursos, reduzem criação de cargos, limitam contratações, proíbem reajustes adicionais e impedem novos benefícios tributários. O objetivo é pagar o empréstimo ou recuperar a capacidade de pagamento.

O congelamento vale até a quitação do empréstimo ou até o DF alcançar melhoria na situação fiscal, medida pelo Tesouro Nacional. A previsão é manter as regras pelo menos até março de 2027, podendo se estender.

Atualmente, o DF tem nota “C” na avaliação de capacidade de receber garantias da União para financiamentos. A meta é elevar a classificação para “A+” para escapar do ajuste. O Tribunal de Contas do DF aponta um rombo estimado em 5,5 bilhões de reais no orçamento.

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