- O documentário “Cheiro de Perigo no Ar” mostra riscos de abrir o mercado de GLP brasileiro ao crime organizado, comparando Brasil, Paraguai e México.
- No Brasil, a legislação consolidada e as distribuidoras garantem segurança; no Paraguai e no México, a regulação mais fraca facilita fraudes, acidentes e sonegação.
- No Paraguai, estudo da USP aponta que oitenta por cento dos botijões estão vencidos, sem manutenção adequada e com válvulas comprometidas.
- No México, a mudança na legislação ampliou o espaço do crime organizado no comércio de gás, tornando-o uma segunda fonte de renda para cartéis; houve explosão em 2025 associada a irregularidades.
- O documentário, com apenas vinte e dois minutos, reúne depoimentos de autoridades e especialistas e reforça a importância de manter o sistema regulamentado no Brasil para evitar infiltração criminosa.
O documentário Cheiro de Perigo no Ar, produzido pelo Sindigas e apresentado pelo jornalista Eduardo Tchao, aborda riscos de mudanças no mercado de GLP. O filme, com 22 minutos, compara a regulação brasileira com as situações no Paraguai e no México.
Segundo a produção, o Brasil mantém um sistema regulado e seguro, considerado referência internacional, com responsabilidade de envasamento à distribuição. Já o Paraguai e o México teriam aberto espaço para atuação do crime organizado, com impactos em acidentes e fraudes.
A equipe viajou para Assunção e Cidade do México para analisar as diferentes trajetórias regulatórias. O documentário utiliza casos de explosões, relatos de testemunhas e análises técnicas para demonstrar fragilidades na manutenção de botijões e na fiscalização.
Fatores regulatórios e impactos
No Brasil, a estrutura regulatória atual é apresentada como garantia de qualidade e segurança, apoiada por empresas distribuidoras. No entanto, estudos recentes sugerem que propostas de flexibilização elevam riscos de sonegação e captura criminosa.
No Paraguai, o acervo do estudo indica elevada taxa de botijões vencidos e ausência de marcas responsáveis, com desgaste, vazamentos e falhas em válvulas. Profissionais de serviço público destacam que enchimentos independentes aumentaram problemas de segurança.
No México, mudanças legais teriam favorecido o mercado clandestino, com impacto sobre o controle de hidrocarbonetos. Autoridades e especialistas mencionam que o crime organizado pode ampliar atividades associadas ao GLP, dificultando a fiscalização.
Realidade de campo e consequências
Casos de acidentes e fraudes, citados pela equipe, levantam preocupações sobre segurança pública. Regiões de alta densidade populacional são apontadas como locais de maior risco em cenários de irregularidade no abastecimento.
Dados de um estudo de 2026, conduzido pela USP, indicam que propostas de reforma no setor GLP podem ampliar brechas regulatórias, com potenciais impactos na sonegação e na atuação de grupos criminosos.
Perspectivas e mensagens
Autoridades do Brasil, Paraguai e México destacam a necessidade de manter normativas rígidas para evitar infiltração do crime organizado. O documentário reforça o papel das regras como proteção de vidas e da confiabilidade do sistema de GLP.
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