- Dólar fechou em queda a R$ 5,032, após abrir em alta, com recuo de 0,57% em relação ao dia anterior.
- Ibovespa caiu, ficando em cerca de 175.195 pontos, em sessão ainda com volume próximo das mínimas do ano.
- IGP-M de maio avançou 0,84%, e a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre até abril.
- Preços do petróleo fecharam em alta: Brent a US$ 92,70 e WTI a US$ 88,9 por barril.
- A Carbono Oculto deflagrou nova operação com 59 mandados de busca, mirando fraudes no setor de combustíveis e no financeiro; investigações indicam uso de “bancos paralelos” por uma organização criminosa.
O dólar comercial fechou esta quinta-feira (28) em queda, cotado a R$ 5,032, após abrir em alta. A desvalorização ocorreu com o dólar recuando 0,57% ante o fechamento de ontem, em um dia de divulgação do IGP-M e da taxa de desemprego no Brasil.
Na bolsa, o Ibovespa recuou pela 2ª sessão seguida, chegando aos 175.195 pontos, queda de 0,31%. O volume de negociação ficou próximo das mínimas do ano, bem abaixo da máxima de 198 mil pontos alcançada em 14 de abril. Mercados também monitoraram a nova operação da Carbono Oculto.
O mercado global foi influenciado pela inflação nos EUA e pela tensão com o Irã. O Brent encerrou em US$ 92,70 o barril, alta de 0,49%, enquanto o WTI subiu 0,25%, para US$ 88,90. A volatilidade permanece diante de sanções americanas ao Irã e de ataques no Estreito de Hormuz.
Nos EUA, a inflação anual de abril ficou em 3,8%, acima do esperado, e o PIB do 1º trimestre cresceu 1,6% ante o ano anterior, abaixo da prévia de 2%. Analistas destacam que o conflito geopolítico tem elevado o risco inflacionário e pressionado juros.
IGP-M de maio ficou em 0,84%, segundo dados do FGV/Ibre, com alta acumulada de 1,95% em 12 meses. O indicador aponta menor pressão inflacionária no atacado, o que pode conter repasses aos preços ao consumidor, apesar da incerteza mundial.
O desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre até abril, o menor patamar da série histórica, segundo o IBGE. A leitura indica mercado de trabalho aquecido, o que sustenta demanda e pressiona preços, influenciando decisões de política monetária.
O BC tem observado o baixo desemprego e o crescimento da renda, que mantêm o consumo elevado, sustentando a inflação. A autoridade monetária segue atento à evolução do cenário econômico interno e externo para calibrar a taxa de juros.
Carbono Oculto
Setor financeiro acompanha a nova operação da Carbono Oculto, que realizou 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados. A ação mira fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com alvos também no sistema financeiro.
Investigações apontam que instituições financeiras atuaram como “bancos paralelos” de uma organização criminosa ligada ao mercado de combustíveis. Ao todo, seis empresas teriam movimentado mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025, com depósitos em espécie e abertura de contas em outras instituições de pagamento, segundo a Receita Federal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a operação visa asfixiar essas organizações.
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