- Ibovespa caiu 0,39%, aos 175.063 pontos, em seu terceiro pregão de queda; o dólar recuou 0,57% para R$ 5,032.
- O início do dia foi marcado pela retaliação do Irã a ataques dos EUA, com a Guarda Revolucionária afirmando ter atacado uma base aérea norte‑americana perto do Estreito de Ormuz.
- No fim da tarde, Wall Street passou a subir após reportagem da Axios de avanço de um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar o cessar‑fogo e manter negociações sobre o programa nuclear.
- Pontos discutidos para um eventual acordo continuam sendo a reabertura do Estreito de Ormuz, o envio pelo Irã de urânio enriquecido e o fim do programa nuclear iraniano.
- Principais indicadores dos EUA: Dow Jones avançou 0,05%; S&P 500 subiu 0,58%; Nasdaq 100 ganhou 0,91%.
O Ibovespa caiu pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela notícia de retaliação do Irã aos ataques dos EUA. O principal índice da B3 encerrou em 175.063 pontos, queda de 0,39%. O dólar terminou o dia em 5,032 reais, recuando 0,57%. O movimento acompanhou a incerteza inicial com afirmações da Guarda Revolucionária sobre um ataque a uma base dos EUA próximo ao Estreito de Ormuz.
Durante a tarde, o humor de Wall Street ganhou fôlego após publicação da Axios. A reportagem apontou avanços de EUA e Irã em um memorando de entendimento para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e manter negociações sobre o programa nuclear. Ainda não houve confirmação de aprovação presidencial, segundo a publicação.
A repercussão local manteve-se sensível aos desdobramentos externos. A ideia de que o Estreito de Ormuz possa reabrir rápido alimentou perspectivas de alívio para mercados, segundo analistas consultados pela imprensa financeira. Pontos-chave para eventual acordo permanecem: reabertura do estreito, estoque de urânio enriquecido pelo Irã e o fim do programa nuclear.
Movimento nos mercados e cenários
Para o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100, houve leve alta ao longo do dia, refletindo otimismo em parte do exterior. Comentários de executivos do setor financeiro destacaram que um acordo, mesmo que provisório, poderia sustentar um rali de curto prazo, com foco na normalização de fluxos comerciais e de energia.
Contexto do dia e próximos passos
Dados de conectividade indicaram recuperação da rede iraniana após apagão recente, com estimativas de retorno a cerca de 86% dos níveis pré-conflito. Autoridades iranianas sinalizaram que o risco de escalada pode ter diminuído no curto prazo, o que alimenta expectativas de distensão gradual. As negociações seguem como principal fator a ser observado nas próximas sessões.
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