- O PCE dos EUA subiu 3,8% nos 12 meses encerrados em abril de 2026, maior desde maio de 2023.
- Na comparação mensal, o índice avançou 0,4% em abril; o núcleo do PCE subiu 3,3% na base anual.
- A inflação foi impulsionada pela alta dos combustíveis, ligada à guerra com o Irã e ao desabastecimento de alumínio, fertilizantes e bens de consumo.
- O preço da gasolina no varejo subiu 12,3% em abril de 2026, e desde o fim de fevereiro o aumento acumulado em combustíveis é superior a 50%.
- O Federal Reserve mantém meta de inflação de 2%; analistas projetam juros entre 3,5% e 3,75% até 2027, sem alterações até lá.
O índice de preços PCE (Despesas de Consumo Pessoal) dos EUA subiu 3,8% nos 12 meses encerrados em abril de 2026, segundo o Departamento de Comércio. É a maior alta desde maio de 2023.
O PCE é o principal índice de inflação utilizado pela Casa da Moeda para guiar a política monetária.
Na leitura mensal, o PCE avançou 0,4% em abril, mantendo o ritmo de alta observado nos meses anteriores. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 3,3% na comparação anual.
Dados do PCE e implicações para a política
A inflação acelerou, segundo analistas, por pressões no preço dos combustíveis decorrentes da guerra com o Irã, que provocou desabastecimento de itens como alumínio, fertilizantes e bens de consumo.
A Administração de Informações sobre Energia dos EUA aponta alta de 12,3% no varejo da gasolina em abril, com ganho acumulado superior a 50% desde o fim de fevereiro de 2026.
O Federal Reserve mantém meta de 2% para o PCE. Estima-se que os juros básicos permaneçam entre 3,5% e 3,75% até 2027, sem mudanças antes dessa data, segundo economistas.
Panorama econômico e eleitoral
A alta do custo de vida tem impacto na aprovação de políticos, incluindo o ex-presidente Donald Trump, que busca a reeleição. Economistas avaliam que o cenário inflacionário pode influenciar o ambiente político, especialmente nas eleições de meio mandato de 2026.
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