- Em visita ao Brasil, a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, reuniu-se com o presidente Lula para tratar de cooperação energética e da possibilidade de parceria entre Petrobras e Staatsolie.
- O Brasil vê potencial para colaboração na exploração de petróleo offshore e no desenvolvimento da cadeia energética; o Suriname anunciou recentemente descobertas em uma bacia a cerca de 150 km da costa.
- Também foram discutidas cooperações em energia renovável, segurança nas atividades de hidrocarbonetos e um memorando de entendimento para operações militares coordenadas na faixa de fronteira.
- Geerlings-Simons terá reunião com o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) na sexta-feira e visitará programas sociais brasileiros, incluindo Cras e o programa Minha Casa Minha Vida, além da Embrapa Cerrado; foi assinada cooperação técnica em políticas sociais.
- Foi apresentada a ideia de uma rodovia que ligaria Roraima, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Amapá, visando facilitar exportações e fortalecer a integração regional.
Jennifer Geerlings-Simons, presidente do Suriname, esteve em passagem oficial pelo Brasil nos dias 28 e 29 de maio de 2026. Em Brasília, foi recebida por Lula e participou de reunião no Planalto, seguida de almoço no Itamaraty. O foco foi avançar cooperação energética com a Petrobras.
A pauta central é a possibilidade de parceria entre a Staatsolie, estatal de petróleo do Suriname, e a Petrobras. Geerlings-Simons destacou o interesse de uma cooperação sólida que acompanhe o início da produção do Suriname e fortaleça a região.
As autoridades também discutiram exploração de petróleo offshore, desenvolvimento da cadeia de energia e segurança na exploração de hidrocarbonetos. O Suriname tem reservas recém-descobertas em bacia de águas profundas a cerca de 150 km da costa.
Cooperação estratégica e social
O Brasil vê oportunidade de cooperação técnica e econômica nessa parceria, incluindo equilíbrio da balança comercial com exportação de petróleo para apoiar a colaboração entre os países. Também foi discutida cooperação em energia renovável.
Geerlings-Simons confirmou prioridade a ações conjuntas de segurança, defesa e combate ao crime transnacional, com assinatura de memorandos entre Brasil e Suriname. O foco inclui operações militares coordenadas na fronteira.
A agenda incluiu visitas a instituições brasileiras de referência social. A presidente acompanhou programas sociais, como Cras e projetos do Minha Casa Minha Vida, e agendou visita à Embrapa Cerrado.
Além disso, o governo do Suriname sinaliza reformas no programa de habitação. Os documentos assinados durante a visita preveem cooperação técnica em políticas sociais entre os dois países.
Infraestrutura e conectividade
Entre os temas prioritários está a construção de uma rodovia que ligaria o Norte brasileiro ao Suriname. A ideia envolve passagem pela Guiana, Guiana Francesa e chegada ao Amapá, com potencial de facilitar exportações agrícolas.
A ideia inicial prevê rotas que começam em Roraima, cruzam a faixa litorânea, passam pelo Suriname e terminam no Amapá. A obra poderia ampliar a integração regional e o comércio com o Caribe.
A comitiva de Geerlings-Simons incluiu ministros de Relações Exteriores, Defesa, Agricultura, Pesca, Assuntos Sociais e Habitação, e Transporte. Ambos os lados sinalizaram continuidade dos acordos.
Entre na conversa da comunidade