- IPP subiu 2,63% em abril, terceiro maior aumento mensal desde o início da série (2014); no ano, alta de 5,12% e, em 12 meses, 1,07%.
- Entre as 24 atividades pesquisadas, 21 registraram alta; principais contribuições vieram de outros produtos químicos (9,91%), borracha e plástico (7,31%), refino de petróleo e biocombustíveis (6,44%) e indústrias extrativas (4,92%).
- Tensões no Oriente Médio e impactos no Estreito de Ormuz pressionaram a cadeia petroquímica, influenciando o índice.
- Indústrias extrativas acumulam alta de 23,11% no ano, impulsionadas por óleos brutos de petróleo e minérios de cobre.
- Alimentos avançaram 1,43% em abril, com destaque para leite, queijos, açúcar VHP e carnes bovinas; bens intermediários subiram 4,10%, respondendo por boa parte da alta.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 2,63% em abril, segundo o IBGE. O avanço, após alta de 2,28% em março, aponta o terceiro maior acumulado para o mês desde 2014. O IPP mede preços na porta da fábrica, sem impostos e fretes.
Entre as 24 atividades pesquisadas, 21 registraram alta mensal. O destaque ficou com outros produtos químicos (9,91%), borracha e plástico (7,31%), refino de petróleo e biocombustíveis (6,44%) e indústrias extrativas (4,92%). A pressão vem da cadeia petroquímica.
A alta de abril também coincide com o fortalecimento dos preços de óleos brutos de petróleo e minérios de cobre, que puxam as indústrias extrativas para cima. No acumulado do ano, o setor avançou 23,11%, o maior entre os grupos pesquisados.
O setor de alimentos voltou a subir, fechando abril em +1,43%. Leite longa vida, queijos, açúcar VHP e carnes bovinas foram os principais motores do avanço. A oferta mais restrita de gado para abate contribuiu para manter a pressão de preços.
Bens intermediários concentraram o maior impacto, com alta de 4,10% e 2,23 pontos percentuais da alta total do IPP. Bens de consumo subiram 0,78% e bens de capital, 1,26%.
Setores líderes pressionam IPP
O avanço de abril ficou definido pela elevação de químicos, borracha, plástico e refino de petróleo, que juntos puxaram o índice para cima. O efeito na cadeia produtiva também se refletiu na indústria de plásticos.
Desempenho por itens
Segundo o IBGE, a alta do petróleo e derivados continua disseminando efeitos para várias cadeias, especialmente química e petroquímica, contribuindo para a inflação de commodities industriais. A leitura é de continuidade de pressões no curto prazo.
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