- Em abril, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou abertura líquida de 85.888 vagas com carteira assinada no Brasil.
- O ministro Luiz Marinho disse que a guerra no Oriente Médio foi o principal fator para o desempenho abaixo da expectativa e citou, também, o alto nível de juros.
- Segundo ele, a combinação desses dois fatores aponta para uma geração de empregos mais contida neste ano.
- O mercado, em abril, ficou abaixo da mediana de 215 mil vagas projetadas por algumas instituições.
- Marinho manteve a projeção de que o país deverá gerar mais de 1 milhão de vagas líquidas formais ao longo de 2026.
O mercado de trabalho brasileiro registrou em abril uma abertura líquida de 85.888 vagas com carteira assinada, bem abaixo da mediana projetada por instituições que acompanham o setor, em torno de 215 mil vagas. O resultado aponta uma geração de empregos mais contida no mês.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu parte do desempenho aos impactos da guerra no Oriente Médio, que afetam o desempenho da criação de vagas formais. Além disso, citou o nível elevado de juros como outro fator contribuinte para o ritmo mais lento da atividade econômica.
O ministro comentou em entrevista coletiva que a conjunção desses dois elementos deve influenciar o ritmo de crescimento do emprego neste ano, ressaltando que a indústria continua resistindo e que não há motivo para desespero. Afirmou também que o país deve registrar mais de 1 milhão de vagas líquidas formais ao longo de 2026.
Fatores que explicam o recuo
Segundo Marinho, o conflito externo exerce impacto direto na geração de empregos formais, repercutindo na confiança de empresários e no fluxo de contratações. O efeito de juros elevados, por sua vez, tende a frear investimentos e contratação de novos trabalhadores.
A avaliação do ministro aponta para um processo de crescimento mais contido, sem desaceleração abrupta. Ele destacou que o mercado de trabalho continua estável diante do desafio macroeconômico, com setores industriais mantendo resistência.
Essas leituras aparecem em meio a revisões de cenários de instituições financeiras sobre o desempenho da economia brasileira. O ministro reforçou a expectativa de recuperação gradual e de criação líquida de vagas ao longo de 2026, mesmo diante das dificuldades recentes.
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