- Abril registrou abertura líquida de 85.888 vagas com carteira assinada, bem abaixo da mediana do mercado, de 215 mil vagas.
- Foram 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos no mês.
- No acumulado de janeiro a abril, a abertura líquida foi de 699.762 vagas, versus 913.827 no mesmo período do ano anterior.
- O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o conflito no Oriente Médio e o alto nível de juros ajudam a reduzir a geração de empregos formais em abril.
- O resultado sustenta expectativas de continuidade de cortes de juros pelo Banco Central, com a autoridade salvaguardando que a indústria continua resistente.
O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida de 85.888 vagas com carteira assinada em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado ficou bem abaixo da mediana de 215 mil vagas prevista por instituições financeiras consultadas pelo Valor Data.
A diferença entre o que ocorreu e o esperado aciona debates sobre o desempenho da economia. Analistas destacaram a persistência de juros elevados como componente da desaceleração, além de impactos decorrentes de conflitos internacionais.
Cenário de abril e declarações do governo
Em abril, foram registradas 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos. O saldo mensal ficou abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior, quando houve abertura de 238.216 vagas. No acumulado de janeiro a abril, a abertura líquida soma 699.762 vagas, frente a 913.827 no ano passado.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apontou dois fatores como determinantes para o desempenho do mês: o conflito no Oriente Médio e o nível elevado de juros. Ele afirmou que a combinação desses elementos resulta em geração de empregos formais mais contida.
Marinho destacou que, apesar do cenário, a indústria mantém resistência. Ele afirmou ainda que o país deve fechar o ano de 2026 com mais de 1 milhão de vagas líquidas formais, sinalizando continuidade do processo de recuperação, ainda que mais moderado.
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