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PIB dos EUA desacelera, inflação restringe espaço para cortes de juros pelo Fed

PIB dos EUA é revisado para baixo no 1º trimestre (1,6% anualizado), enquanto PCE de abril sinaliza desinflação parcial e mantém incerteza sobre cortes do Fed

Foto: Gerada por IA
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  • O PIB dos Estados Unidos no 1º trimestre foi revisado para alta anualizada de 1,6%, abaixo da leitura inicial de 2%.
  • O consumo foi revisado de 1,6% para 1,4%, com ajustes negativos em estoques e nos gastos das famílias.
  • O PCE de abril subiu 0,4% (inflacionário), o núcleo subiu 0,2%; ainda distante da meta de 2% do Federal Reserve.
  • Renda pessoal ficou estável, gasto real caiu 0,1% e a poupança caiu para 2,6%; gastos empresariais com equipamentos avançaram 17,2% e vendas privadas cresceram 2,4%.
  • Os lucros da produção corrente e a demanda seguem moderados, sustentando cautela do Fed quanto a cortes de juros no curto prazo.

O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos foi revisado para baixo na primeira leitura do primeiro trimestre, com a economia a 1,6% ao ano. A segunda leitura confirmou desaceleração, puxada por ajustes negativos nos estoques e nos gastos das famílias. O anúncio ocorreu nesta quinta (28).

O consumo, que representa mais de dois terços da atividade, caiu de 1,6% para 1,4% na revisão. A renda disponível ficou pressionada pela inflação, enquanto a renda pessoal permaneceu estagnada.

O PCE de abril, medida de inflação preferida do Fed, mostrou avanço de 0,4% no mês, e o núcleo subiu 0,2%. Mesmo com a desinflamação parcial, o índice ainda está acima da meta de 2% ao ano.

Fed no centro das atenções

A combinação de PIB fraco e inflação acima da meta deixa o Federal Reserve em posição delicada. A revisão do crescimento reforça sinais de perda de ritmo, enquanto o PCE não oferece evidências consistentes para cortes de juros.

A renda pessoal ficou estagnada e o gasto real desacelerou para 0,1%; a poupança caiu para 2,6%. O consumidor parece sustentar o consumo nominal mesmo com pressão inflacionária, exigindo cautela nos próximos meses.

Gastos empresariais com equipamentos subiram 17,2%, e as vendas finais a compradores privados domésticos aumentaram 2,4%, pouco abaixo da estimativa. Os lucros da produção corrente cresceram apenas US$ 40,4 bilhões no trimestre, frente US$ 246,9 bilhões no período anterior.

A economista Andressa Durão, da ASA, aponta que o núcleo do PCE de abril ficou abaixo do esperado, com surpresa em serviços de saúde. Ela afirma que a revisão de baixo do PIB reflete demanda final menor, principalmente por serviços.

Apesar dos sinais de desinflação, a especialista ressalta que o ambiente inflacionário persiste com atividade relativamente forte, o que sustenta o cenário de política monetária restritiva no curto prazo.

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