- Consórcio 116 Sertões, formado pela Neo Invest (Novonor), a portuguesa Mota-Engil e a Galápagos Capital, arrematou a concessão da Rota dos Sertões.
- Ofereceu desconto de 19,6% na tarifa de pedágio e derrotou concorrentes, incluindo o grupo Atlas Rodovias (Yvy Capital, Infra Brasil e Grupo Houer).
- Trecho concedido soma 502 quilômetros, ligando Feira de Santana, na Bahia, a Salgueiro, em Pernambuco, pelas BR-116/BA/PE e BR-324/B.
- Investimento total previsto de cerca de R$ 8,5 bilhões ao longo de 30 anos, sendo R$ 4,13 bilhões em aportes diretos (capex).
- A vitória marca a estreia da Mota-Engil em rodovias brasileiras; próximo leilão é a repactuação da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), em 23 de julho.
O Consórcio 116 Sertões foi vencedor do leilão da concessão da Rota dos Sertões, realizado nesta quinta-feira, 28, na B3, em São Paulo. O grupo apresentou um desconto de 19,6% na tarifa de pedágio e garantiu a outorga de 502 quilômetros de rodovias entre Bahia e Pernambuco.
A composição do consórcio envolve a Neo Invest, unidade de investimentos do grupo Novonor (ex-Odebrecht), a portuguesa Mota-Engil e a Galápagos Capital. A Neo Invest atua na área de concessões de infraestrutura, com histórico no setor rodoviário.
A nova concessão abrange trechos da BR-116/BA/PE e da BR-324/B, conectando Feira de Santana (BA) a Salgueiro (PE). O projeto prevê investimentos de cerca de R$ 8,5 bilhões ao longo de 30 anos, dos quais R$ 4,13 bilhões devem ocorrer como aporte direto (capex).
A Rota dos Sertões traz desafios de expansão, com 108 quilômetros de duplicações previstas, 5,2 quilômetros de faixas adicionais e a implantação de passarelas e locais de parada para caminhoneiros. Também está prevista a implementação de um contorno viário na travessia urbana de Serrinha (BA).
A vitória marca a estreia da Mota-Engil em rodovias brasileiras. A empresa disputou, no ano passado, o Lote 4 do Paraná e, recentemente, venceu o leilão do Túnel Santos-Guarujá, em 2025, ampliando sua atuação no país.
Outros concorrentes no certame incluíam o Atlas Rodovias, formado pela Yvy Capital, Infra Brasil e Grupo Houer, que chegou a fazer lances em vivo, mas ficou em segundo lugar. Fundada por Paulo Guedes e Gustavo Montezano, a Yvy já havia disputado outros leilões do setor.
Além disso, participaram da disputa o Consórcio Via dos Sertões, formado por Aspen e DMDL, que apresentou 13,10% na primeira etapa e não avançou. O DMDL também atua em obras de infraestrutura como responsável por estruturas da COP30.
O leilão da Rota dos Sertões é o segundo certificado de rodovias federais realizado em 2026. O próximo certame previsto envolve a repactuação da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), com data marcada para 23 de julho.
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