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São Martinho investe R$ 250 milhões para substituir diesel por biometano

Rota Verde: São Martinho investe R$ 250 milhões para usar biometano na cadeia da cana, com redução de até 87% das emissões frente ao diesel

Caminhão movido a biometano
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  • A São Martinho lançou a Rota Verde, parceria com Necta, Transvale e Rumo, para transportar cerca de 350 mil toneladas de açúcar por ano de Américo Brasiliense (SP) ao Porto de Santos, usando caminhões movidos a gás natural e, futuramente, biometano.
  • O projeto utiliza resíduos da cana-de-açúcar para produzir biometano, gerando energia dentro da própria cadeia de produção e promovendo uma logística integrada.
  • Em avaliação do ciclo de vida, a Rota Verde pode reduzir até 87% as emissões de gases de efeito estufa comparado a operações movidas a diesel.
  • O investimento envolve, entre outros itens, cerca de R$ 15 milhões da Transvale para a aquisição de dez conjuntos rodotrem de 47 toneladas dedicados à operação.
  • Analistas e executivos apontam o biometano como potencial nova fronteira energética do agronegócio brasileiro, com oportunidades de descarbonização no transporte e na logística nacionais.

Em Américo Brasiliense (SP), a São Martinho prepara o caminho para uma operação de logística sustentável ligada à exportação de açúcar. O projeto Rota Verde integra a produção com o transporte, usando biometano derivado de resíduos da cana e caminhões movidos a gás natural em transição para o biometano.

A iniciativa, desenvolvida pela São Martinho em parceria com a Necta, a Transvale e a Rumo, pretende levar cerca de 350 mil toneladas de açúcar por ano ao Porto de Santos. A energia gerada na cadeia vem dos resíduos da própria cana, fechando um circuito energético.

O que está em jogo

Segundo estudo de avaliação, a Rota Verde pode reduzir em até 87% as emissões de gases de efeito estufa em comparação com operações movidas a diesel. O projeto envolve a transição de transporte rodoviário para ferroviário, com etapas gradativas de implantação.

Quem participa

Os executivos da São Martinho, Necta e Transvale destacam que o biometano pode se tornar a próxima fronteira energética do agronegócio. Fabio Venturelli, CEO da São Martinho, olha para o biometano como uma nova molécula que pode circular pela cadeia agroindustrial.

Como funciona a cadeia

A planta de biometano da São Martinho, inaugurada em 2025 em Américo Brasiliense, recebeu investimento de 250 milhões de reais. Resíduos do processo de cana passam por purificação para gerar biogás, depois biometano, combustível renovável adequado ao transporte.

Por que isso é relevante

O modelo busca energia circulante: cana gera açúcar e resíduos, resíduos geram biometano, biometano move caminhões, que transportam açúcar para exportação. A visão é ampliar o uso do biometano na logística da própria empresa.

Perspectivas de mercado

José Eduardo Moreira, CEO da Necta, aponta que o Brasil já tem frota significativa rodando a gás natural e biometano. A disponibilidade de matéria-prima renovável é um diferencial nacional para descarbonizar o transporte pesado.

Viabilidade econômica e financiamento

A Transvale investirá cerca de 15 milhões de reais na aquisição de caminhões dedicados à operação. Ivo Ilário Riedi Filho ressalta que o biometano pode apresentar economia por quilômetro rodado em relação ao diesel.

Futuro da operação e descarbonização

Os executivos destacam a integração entre produção, transporte e consumo como diferencial da Rota Verde. A expectativa é que o projeto sirva de vitrine para descarbonização no agro e gere novas oportunidades logísticas.

Conclusões de curto prazo

O grupo também aponta para aplicações futuras, incluindo uso do biometano em ferrovias, indústrias clientes e transporte marítimo. O avanço depende de comprovação de ganhos econômicos e de maior participação do mercado financeiro.

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