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Westwing anuncia novos acionistas minoritários

Westwing recebe cinco fundos como novos acionistas minoritários após leilão da Mastercard; CEO afirma que não existe bala de prata para o lucro

Westwing, que atua no varejo de móveis e artigos de decoração, tem três lojas em São Paulo: na Vila Madalena, em Moema e no Shopping Tamboré (Barueri)
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  • A Westwing abriu a participação de novos fundos como sócios minoritários: Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities.
  • Esses gestores compraram parte da fatia de 32% que a Mastercard reivendeu depois da inadimplência e liquidação do Will Bank, banco digital do Master.
  • A Mastercard cedeu os papéis em leilão realizado pelo BTG Pactual, já que não tinha interesse estratégico na varejista.
  • O CEO André Machado disse que as gestoras representam uma “base super qualificada” de acionistas, mas afirmou que não há solução milagrosa para retornar ao lucro.
  • A Westwing busca reverter prejuízos por meio dessas mudanças estruturais, reforçando que não espera bala de prata para o caminho de recuperação.

A Westwing anunciou um conjunto de mudanças estruturais para reverter prejuízos acumulados, em meio à turbulência gerada pela troca de acionistas ligada ao caso do Banco Master. O movimento inclui a entrada de novos fundos como sócios minoritários.

Entre os adquirentes estão as gestoras Oriz, HIX Capital, BlueOak, Três Ilhas e Leblon Equities. Elas passaram a deter parte da fatia de 32% que havia sido tomada pela Mastercard, após a inadimplência e liquidação do Will Bank, banco digital do Master, de Daniel Vorcaro. A bandeira de cartões não tinha interesse estratégico na Westwing e os papéis foram leiloados pelo BTG Pactual.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO André Machado classificou as cinco gestoras como uma nova base super qualificada de acionistas. Ele ressaltou que não espera uma solução única e milagrosa para levar a empresa ao lucro, afirmando que não existe bala de prata.

No radar dos mercados

As ações da Westwing recuavam nesta quinta-feira, impactadas por movimentos do petróleo e de títulos, após novos ataques no Oriente Médio elevarem dúvidas sobre o fim do conflito. O mercado acompanha também as respostas militares entre EUA, Irã e aliados, além de alterações nas perspectivas de investimento global em petróleo.

Dados do dia indicam que a demanda por energia deve permanecer aquecida, mas os aportes em projetos de petróleo devem recuar pelo terceiro ano consecutivo, segundo relatório da IEA. O documento aponta queda global de investimentos abaixo de US$ 500 bilhões em 2026, mesmo com pressão de preços.

Ainda no noticiário corporativo, a Toyota registrou queda de 3,7% nas vendas globais em abril, face a igual mês de 2024, com 902.015 unidades, apesar do aumento de 3,4% na produção, para 933.685 veículos. A divulgação ocorreu na quinta-feira.

Os mercados exibiam variações: Dow Jones em baixa, S&P 500 em alta, Nasdaq positivo, Ibovespa em queda, com a leitura dos indicativos de ontem. A coleta de dados também sinalizava o comportamento de ativos em meio a tensões regionais e mudanças no setor de energia.

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