- O diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, disse que o BC não permitirá que a alta de preços causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã vire inflação em 2028.
- Ele reforçou que o horizonte relevante do BC é dezembro de 2027, mesmo com atenção aos desdobramentos de 2028 no Focus.
- Após encontro com economistas, parte do mercado passou a interpretar como maior preocupação com a inflação em 2028 do que com o horizonte relevante.
- David afirmou que pode parecer que o BC não cumprirá a meta, mas a autoridade tem a obrigação de persegui-la.
- O diretor destacou que as expectativas de inflação de curto prazo estão influenciando as projeções para 2027 e 2028.
O Banco Central não permitirá que a alta de preços gerada pela guerra entre Estados Unidos e Irã se transforme em inflação em 2028. A afirmação é do diretor de política monetária Nilton David, feita em evento do Banco Pine, em São Paulo, ainda em dezembro de 2027. O foco permanece no horizonte relevante para a instituição.
Nilton David destacou que o horizonte relevante hoje é dezembro de 2027, mas observou que a projeção para 2028 ganhou atenção ao longo de 2027, conforme mudanças vistas no relatório Focus. Mesmo diante de leituras de mercado, ele reafirmou o compromisso com a meta de inflação.
Segundo o diretor, pode haver a percepção de que o BC pode não cumprir a meta, porém a autoridade tem a obrigação de perseguir o objetivo. As expectativas de inflação de curto prazo têm repercutido sobre os anos de 2027 e 2028, segundo o palestrante.
Contexto e desdobramentos
O episódio ocorreu no contexto de avaliação de estratégias de política monetária pelo BC. Economistas presentes ao evento discutiram impactos de choques externos sobre a trajetória da inflação e sobre o cumprimento das metas formais. A divulgação reforça a linha de comunicação da autoridade sobre o compromisso com a estabilidade de preços.
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