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CEO da Box critica ‘psicose da IA’ após demissões em tecnologia

Levie critica a 'psicose da IA' e demissões em massa, afirmando que executivos ignoram limitações da tecnologia e geram cortes sem retorno comprovado

CEO da Box critica 'psicose da IA' após onda de demissões em empresas de tecnologia
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  • Aaron Levie, CEO da Box, diz que há uma “psicose da IA” entre executivos, que promovem demissões baseadas em expectativas excessivas sobre IA.
  • a declaração foi publicada no X em meio a uma nova onda de cortes no Vale do Silício impulsionados por IA generativa.
  • estudo da Rev aponta que usuários intensivos de IA sofrem mais alucinações e levam quase dez vezes mais tempo para concluir tarefas ao tentar maximizar o uso das plataformas.
  • Levie afirma que há diferença entre a percepção de produtividade com IA e o trabalho necessário para transformar os resultados em uso prático na empresa.
  • mesmo com o ceticismo, demissões continuam: Wix cortou mil funcionários; Meta demitiu cerca de dez por cento da equipe; Challenger, Gray & Christmas registra quase quarenta e nove mil demissões ligadas à IA em 2026.

O CEO da Box, Aaron Levie, criticou o que chamou de psicose da IA entre executivos de tecnologia. Ele disse que demissões em massa têm sido baseadas em expectativas excessivas sobre a inteligência artificial. A declaração foi publicada no X, durante a alta do setor impulsionada pela IA generativa.

Levie argumenta que líderes estão distantes da prática operacional e veem apenas o potencial da tecnologia, sem considerar erros, alucinações e limitações do dia a dia de quem usa IA. Segundo ele, isso gera cortes motivados por promessas não comprovadas.

A fala integra um debate sobre o real ganho de produtividade com IA. Um estudo da Rev mostrou mais alucinações e mais tempo para tarefas quando se usa IA de forma intensiva, sugerindo resultados nem sempre proporcionais ao investimento.

Empresas continuam a enfrentar custos crescentes com IA. Relatos de gigantes apontam substituição de contratos, consumo elevado de licenças e orçamentos estourados em ferramentas de IA, mesmo sem retorno claro. A situação alimenta críticas a cortes motivados por orçamento.

Apesar das previsões, adoção de IA não converte automaticamente em redução de empregos. O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que o impacto em vagas de nível básico ficou abaixo do esperado, ainda que as demissões continuem em alta.

Mudanças recentes mostram o cenário híbrido de mercado. Wix anunciou corte de cerca de 20% da equipe, citando ganhos de eficiência com IA. A Meta também reduziu quadro de funcionários, após apontar a IA como foco estratégico.

Dados de uma consultoria apontam tendência de alta no volume de demissões associadas à IA neste ano. Foram cerca de 49 mil desligamentos, próximos aos números de todo o ano passado, reforçando o ritmo de cortes no setor.

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