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Comissão Europeia aprova liberação de 16,4 bi de euros para a Hungria

Comissão Europeia desbloqueia 16,4 bilhões de euros para a Hungria, condicionados a reformas anticorrupção, para reativar economia e serviços públicos.

O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apertam as mãos durante um encontro na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, Bélgica, em 29 de maio de 2026
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  • A Comissão Europeia concordou em liberar 16,4 bilhões de euros para a Hungria, recursos que estavam congelados, após avanços nas reformas do novo governo.
  • O desbloqueio envolve 10 bilhões de euros do Next Generation EU, 4,2 bilhões de euros de fundos de coesão e 2,2 bilhões de euros conforme as reformas avancem.
  • Os recursos são vistos como fundamentais para reativar a economia húngara, que ficou praticamente estagnada nos últimos três anos.
  • A UE aponta que o déficit pode chegar a 6,2% do PIB em 2026, resultado de gastos pré-eleitorais do governo anterior.
  • O banco central manteve a taxa básica em 6,25% em 26 de maio, com a moeda fortalecida pelas expectativas de desbloqueio dos recursos.

A Comissão Europeia aprovou liberar 16,4 bilhões de euros em recursos para a Hungria, considerados essenciais para reativar a economia do país, que vinha apresentando sinais de estagnação nos últimos três anos. A decisão foi anunciada pela presidente da CE, Ursula von der Leyen, após reunião com o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar.

Segundo von der Leyen, o desbloqueio inclui 10 bilhões de euros do fundo de recuperação Next Generation EU, 4,2 bilhões de euros ligados aos fundos de coesão e 2,2 bilhões de euros condicionados à implementação de reformas institucionais, entre elas questões ligadas à liberdade acadêmica. A soma totaliza 16,4 bilhões de euros, segundo a chefe da CE.

O acordo depende do cumprimento das medidas anticorrupção anunciadas pelo novo governo, herdado após as eleições de mês passado. A União Europeia condicionou a liberação de recursos à continuidade dessas ações, vistas como fundamentais para garantir a integridade dos programas.

Contexto econômico e impactos

A reativação da economia húngara é vista pela CE como crucial diante do déficit orçamentário, que pode alcançar 6,2% do PIB em 2026, segundo projeções da própria instituição. O novo governo assume em meio a gastos pré-eleitorais que elevam pressões fiscais.

O Banco Central da Hungria manteve a taxa básica de juros em 6,25% em 26 de maio, sinalizando expectativa de controle da inflação. A instituição salientou melhora nas perspectivas inflacionárias, com o forint ganhando força em meio aos relatos de desbloqueio dos recursos da UE. Magyar informou que o dinheiro será utilizado para reconstruir o país, reativar serviços públicos e ampliar a competitividade de empresas, especialmente pequenas e médias.

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