- No primeiro quadrimestre, adesões somaram 1,87 milhão, 16,1% acima de igual período de 2025, e a comercialização de créditos atingiu R$ 179,41 bilhões, 27,1% mais.
- Em abril, o total de consorciados ativos ficou em 12,94 milhões, recorde, 11,6% acima de abril de 2025.
- A contemplação quadrimestral chegou a 623,70 mil, 2,6% acima de 2025, com créditos liberados de R$ 44,37 bilhões, 11,4% mais.
- O tíquete médio de abril ficou em R$ 101,66 mil, alta de 7,4% ante abril de 2025.
- Entre os setores, imóveis e veículos leves tiveram bom desempenho nas vendas de cotas; houve retração em veículos pesados, mas com sinais de recuperação.
O sistema de consórcios registrou índices expressivos no primeiro quadrimestre de 2026, com crescimento de adesões, vendas de cotas e valores liberados. Em abril, o ritmo voltou ao normal após o Carnaval, reforçando a percepção de planejamento financeiro entre os brasileiros.
Segundo a ABAC, de janeiro a abril foram acumulados 1,87 milhão de adesões, 16,1% acima de 2025. A venda de créditos somou R$ 179,41 bilhões, 27,1% acima do período anterior. O total de consorciados ativos atingiu 12,94 milhões, recorde, (+11,6% em relação a 2025).
A taxa média de crédito liberado manteve vigor, com R$ 44,37 bilhões entre janeiro e abril, 11,4% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025.
Vendas de cotas
Entre janeiro e abril, foram vendidas 494,21 mil cotas em abril, o segundo melhor desempenho do ano. Destaque para imóveis (166,56 mil), veículos pesados (16,40 mil) e serviços (6,69 mil).
Ao longo dos quatro meses, a distribuição por setor ficou em 658,41 mil veículos leves, 557,49 mil imóveis, 505,15 mil motocicletas, 71,84 mil eletroeletrônicos, 57,01 mil veículos pesados e 23,02 mil serviços. Cinco setores apresentaram alta, a exceção foi veículos pesados.
Contemplações
O quadrimestre fechou com 623,70 mil consorciados contemplados, alta de 2,6% ante 607,81 mil em 2025. A distribuição ficou em 267,52 mil veículos leves, 235,66 mil motocicletas, 56,36 mil imóveis, 35,51 mil veículos pesados, 15,02 mil serviços e 13,62 mil eletroeletrônicos.
No uso de créditos liberados, o setor automotivo respondeu por grande parte, com R$ 33,23 bilhões. A participação potencial ficou em 32,0% para automóveis e utilitários, 30,1% para motocicletas e 32,4% para veículos pesados.
Participantes ativos e impacto na economia
Do total de 12,94 milhões de ativos, 5,40 milhões correspondem a veículos leves, 3,24 milhões a motocicletas, 3,00 milhões a imóveis, 908,43 mil a veículos pesados, 259,03 mil a eletroeletrônicos e 132,17 mil a serviços. O estudo ressalta o papel do consórcio como opção de planejamento para aquisição de bens de médio e longo prazo.
A ABAC destaca a relevância do modelo para a indústria, com o consórcio contribuindo para compras de veículos leves e motocicletas em patamares relevantes. Ao longo do quadrimestre, o segmento imobiliário também mostrou participação expressiva na formação de patrimônio.
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