- Despesa líquida com juros do setor público consolidado ficou em R$ 84,763 bilhões em abril; acumulado em doze meses chega a R$ 1,096 trilhão, equivalente a 8,43% do PIB.
- Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 80,4% do PIB entre março e abril.
- Em abril, gastos por fonte: governo central, R$ 76,167 bilhões; governos regionais, R$ 7,967 bilhões; estatais, R$ 629 milhões.
- No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, a despesa com juros soma R$ 351,453 bilhões, ou 8,05% do PIB.
- O Banco Central ressalta que a dívida segue em alta e que o patamar elevado de juros sustenta o aumento do estoque da dívida; em 2025 o acumulado anual já tinha passado de R$ 1 trilhão, chegando a R$ 1,008 trilhão.
A despesa líquida com juros do setor público consolidado somou R$ 84,763 bilhões em abril, segundo o Banco Central. O resultado mostrou desaceleração em relação a março, quando ficou negativo em R$ 118,862 bilhões. Mesmo assim, o acumulado em 12 meses ultrapassa R$ 1 trilhão.
Nos últimos 12 meses encerrados em abril, os gastos com juros totalizaram R$ 1,096 trilhão, equivalente a 8,43% do PIB. O BC também informou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,0% para 80,4% do PIB entre março e abril.
Composição dos gastos e cenário setorial
Do total de abril, R$ 76,167 bilhões referem-se às despesas do governo central. Os governos regionais responderam por R$ 7,967 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram gasto de R$ 629 milhões.
No acumulado de janeiro a abril de 2026, a despesa com juros do setor público atingiu R$ 351,453 bilhões, equivalente a 8,05% do PIB. O resultado reflete o peso das taxas de juros elevadas no custo de financiamento da dívida pública.
Dívida pública e tendência
A dívida bruta voltou a crescer em abril, chegando a 80,4% do PIB. O indicador é monitorado por investidores para avaliar a sustentabilidade fiscal, incluindo débitos do governo federal, INSS e governos estaduais e municipais.
O BC destaca que, em 2025, o resultado nominal acumulado em 12 meses superou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão, encerrando o ano em R$ 1,008 trilhão. Em abril, o valor avançou para R$ 1,096 trilhão, reforçando o movimento de alta no estoque da dívida.
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