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Fintech brasileira leva Pix à era da IA

Iniciador integra IA a Pix e Open Finance para pagamentos instantâneos por agentes, impulsionando o comércio agêntico no Brasil

Fintech brasileira leva Pix à era da inteligência artificial
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  • A Iniciador, fintech brasileira de infraestrutura para Open Finance, lançou a primeira solução de pagamentos agênticos baseada em Pix e IA, com investimento da Valor Capital e, posteriormente, da Prosus.
  • A solução permite que o dinheiro vá de qualquer conta para qualquer conta, com notificação para pagador e recebedor, usando o Pix como trilho de liquidação instantânea e o Open Finance para iniciar a transação em jornadas digitais fora do app do banco.
  • A empresa lidera as chamadas de APIs ligadas à iniciação de pagamentos no Brasil, tendo registrado 283 milhões de transações nos últimos três meses, à frente de Google Pay Brasil e Nubank.
  • Em 2025, a Iniciador faturou R$ 10 milhões, mantendo atuação junto a clientes como Stone, PagBank, iFood, CloudWalk, Banco Genial, Wise, Caju, Núclea, Nomad e Vindi.
  • O objetivo é oferecer infraestrutura para IA, fornecendo a camada tecnológica e regulatória que permite que agentes de IA iniciem pagamentos via Pix, liberando bancos e fintechs de parte da operação técnica do Open Finance.

A fintech brasileira Iniciador anunciou a integração da inteligência artificial aos pagamentos Instantâneos do Pix, abrindo a era dos pagamentos agênticos no Brasil. A iniciativa é results de investimento da Valor Capital e da Prosus, com foco em operações que combinam Pix, Open Finance e IA.

A solução permite que agentes automatizados iniciem transações entre contas de diferentes bancos, notificando pagador e recebedor. A Iniciador utiliza o Pix como trilho de liquidação instantânea e o Open Finance para iniciar transferências em jornadas digitais externas a apps bancários.

A companhia, criada no fim de 2021, já lidera chamadas de APIs de iniciação de pagamentos no Brasil. Nos últimos três meses, registrou 283 milhões de acessos, segundo o Banco Central, à frente de Google Pay Brasil e Nubank.

A estratégia envolve conectar instituições autorizadas a iniciar transações por meio de interfaces fora de aplicativos bancários. Com a licença de iniciador de transação, a Iniciador facilita pagamentos iniciados em lojas, marketplaces e apps de entrega.

Até aqui, a empresa desenvolveu o Pix por aproximação e o Pix Inteligente, que cria regras automáticas de movimentação entre contas do mesmo usuário. A evolução para IA visa ampliar o ecossistema de pagamentos agênticos.

No ano de 2025, a Iniciador encerrou com faturamento de cerca de R$ 10 milhões, quadruplando o resultado de 2024. Em 2024, levantou US$ 6 milhões em rodada liderada pela Valor Capital, seguida de aporte da Prosus.

Durante o período, a Iniciador já firmou parcerias com clientes como Stone, PagBank, iFood, CloudWalk, Banco Genial, Wise, Caju, Núclea, Nomad e Vindi. Esses contratos abarcam desde suporte ao Open Finance até a infraestrutura de pagamentos.

A evolução com IA não pretende criar agentes de IA próprios. A empresa oferece a camada tecnológica e regulatória para que os agentes iniciem pagamentos via Pix, liberando bancos e fintechs de parte da operação técnica.

Segundo a empresa, a vantagem é reduzir a necessidade de equipes dedicadas apenas à manutenção regulatória e à integração. A proposta é manter o foco das instituições em desenvolver novos produtos, conectando IA, Pix e Open Finance.

A tendência reflete o crescimento do uso do Pix no comércio, que já superou os cartões de crédito em volume. Dados recentes indicam participação relevante no e-commerce e, sobretudo, nas transações do varejo físico brasileiro.

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