- Em 2025, a riqueza financeira da América Latina cresceu 17,7%, impulsionada pelos mercados de ações, apesar das tensões globais.
- A região acumulou um avanço de US$ 1,3 trilhão em ativos financeiros no ano passado, segundo o Relatório Global sobre Riqueza 2026 do Boston Consulting Group.
- Globalmente, a riqueza financeira aumentou 10,7%, atingindo US$ 333 trilhões, com ganhos significativos em ações e commodities.
- Observa-se alta volatilidade entre classes de ativos: ações subiram 13,2%, ativos imobiliários cresceram 7,4% e o ouro avançou cerca de 44%.
- A BCG projeta crescimento médio de cerca de 6% ao ano na região nos próximos cinco anos, com América Latina relativamente resiliente a choques externos.
A riqueza financeira da América Latina cresceu 17,7% em 2025, segundo o Relatório Global sobre Riqueza 2026 do Boston Consulting Group (BCG). O ganho ocorreu apesar das tensões globais que afetaram a economia mundial no ano passado.
O valor total alcançou US$ 1,3 trilhão em ativos financeiros, com a soma global dos ativos financeiros chegando a US$ 333 trilhões em 2025. Na região, ativos reais subiram 14,2% e os passivos cresceram 20,3%. O patrimônio líquido avançou 15,2%.
A projeção do BCG é de crescimento anual médio de aproximadamente 7% na riqueza financeira latino-americana até 2030, sustentado pela performance de ações em mercados globais.
O estudo aponta que a riqueza transfronteiriça na região tem atuado como apoio estável, mesmo diante de choques externos e de tensões geopolíticas. O relatório destaca fatores macroeconômicos relativamente sólidos.
Desempenho global
Em uma leitura mundial, a riqueza financeira aumentou 10,7% em 2025, totalizando US$ 333 trilhões. A expansão ocorreu mesmo com guerras comerciais e incerteza geopolítica, refletindo a força de mercados acionários.
Os dados evidenciam disparidades entre mercados que geram riqueza e aqueles afetados pela incerteza econômica, conforme o BCG. O ouro teve destaque, com alta de cerca de 44%.
Panorama regional
A Ásia-Pacífico liderou o crescimento global, puxado pela cadeia de suprimentos de IA. China continental registrou alta de 15% em 2025, com expectativa de 9% ao ano até 2030.
A América do Norte teve aumento modesto de 7,4%, influenciado pela desvalorização do dólar e por ações de tecnologia de grande capitalização.
A Europa Ocidental surpreendeu positivamente, com avanço de 15,3% devido a variações cambiais favoráveis e alta poupança das famílias.
Perspectivas por região
O BCG projeta expansão de 5% ao ano na riqueza da Europa Ocidental nos próximos cinco anos. Oriente Médio e África cresceram 12,3% em 2025, com expectativa de 7% ao ano no período.
Na América Latina, além do desempenho de 2025, o relatório aponta que quatro países da região — Chile, México, Brasil e Colômbia — figuram entre os 50 com maior riqueza líquida per capita, segundo a Allianz Global Wealth Report 2025.
Destaques por país e ranking
Em 2024, o Chile liderou a riqueza líquida per capita na região, com €18.730 (~ US$ 21.229). México e Brasil aparecem na sequência, com €9.100 (US$ 10.655) e €8.070 (US$ 9.449), respectivamente. A Colômbia ficou em terceiro entre os latino-americanos.
O levantamento também indica ranking de Peru e Argentina entre os 60 primeiros em diferentes posições. A Allianz acompanha ativos financeiros brutos das famílias, incluindo poupança, investimentos e dívidas.
Observações do estudo
Segundo o BCG, o crescimento global da riqueza é acompanhado pela concentração de ganhos entre mercados de maior escala e aqueles com maior incerteza. O relatório ressalta ainda que os ativos imobiliários, ouro e ações tiveram performances distintas em 2025.
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