- O saldo total das garantias da União a operações de crédito de Estados e municípios atingiu 336,81 bilhões ao fim do 1º quadrimestre de 2026, sendo 164,69 bilhões internas e 172,12 bilhões externas.
- Nas operações internas, bancos federais (Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal) concentram 93,5% do mercado, totalizando 153,90 bilhões; nas externas, organismos multilaterais respondem por 95,5% (164,39 bilhões).
- Entre os mutuários, São Paulo lidera com 36,87 bilhões, correspondentes a 10,9% do total; o Rio de Janeiro fica em segundo, com 25,98 bilhões (7,7%).
- No 1º terço do ano, foram assinados 45 novos contratos de crédito com aval federal: 26 com prefeituras e 19 com governos estaduais; 44 contratos são internos e 1 é externo.
- O Tesouro pagou 1,37 bilhão em parcelas de dívidas não pagas por entes subnacionais, devido a inadimplência de estados (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amapá) e municípios (Iguatu, Guanambi, Paranã, Santanópolis).
O saldo das garantias da União a operações de crédito de Estados e municípios atingiu 336,81 bilhões de reais ao fim do 1º quadrimestre de 2026. Do total, 164,69 bilhões referem-se a operações internas e 172,12 bilhões a contratos externos, conforme o Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas divulgado pelo Tesouro Nacional na sexta-feira (29).
Dentro das operações internas, os bancos federais concentram 93,5% do mercado, somando 153,90 bilhões de reais. Nos contratos externos, organismos multilaterais respondem por 95,5% do total, equivalentes a 164,39 bilhões.
São Paulo lidera entre os mutuários, com 36,87 bilhões de reais, o que representa 10,9% do total. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 25,98 bilhões (7,7%).
Durante o 1º quadrimestre, Estados e municípios assinaram 45 novos contratos com aval federal, sendo 26 com prefeituras e 19 com governos estaduais. Deste total, 44 são internos e apenas 1 externo.
Garantias honradas
No acumulado de 2026, o Tesouro teve que cobrir 1,37 bilhão de reais em parcelas de dívidas não pagas por entes subnacionais. O inadimplemento atingiu o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Amapá, além de Iguatu (CE), Guanambi (BA), Paranã (TO) e Santanópolis (BA).
Historicamente, a União assume esses pagamentos quando Estados e municípios enfrentam dificuldades financeiras. Desde 2016, foram desembolsados 87,89 bilhões de reais para honrar garantias de contratos da Federação.
Quando ocorre o pagamento, o Tesouro inicia recuperação de valores por meio do bloqueio de repasses federais, como as parcelas do FPE e do FPM.
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