- A presidente da Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.), Magda Chambriard, anunciou a intenção de dobrar a capacidade de todas as fábricas de fertilizantes (Fafens) instaladas em Sergipe, Bahia, Paraná e a unidade em construção em Mato Grosso do Sul.
- O objetivo é alcançar autossuficiência do Brasil na produção de fertilizantes nitrogenados, hoje inteiramente dependente de importação.
- A decisão depende de estudos, mas pode ocorrer ainda neste quinquênio para atender cerca de 70% a 75% da demanda interna.
- A expansão mira aproveitar o aumento de produção de gás natural pela Petrobras e inclui o potencial uso de potássio, já disponível em Sergipe.
- Chambriard também mencionou interesse em explorar minerais críticos, como potássio e urânio, além de retomar atividades de mineração pela estatal, caso haja apoio da sociedade; atualmente, a Petrobras não tem objeto social para mineração.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou durante um evento com o presidente Lula, em Sergipe, nesta sexta-feira, 29 de maio, a intenção de dobrar a capacidade de todas as Fafens — fábricas de fertilizantes — localizadas em Sergipe, Bahia, Paraná e na unidade em construção em Mato Grosso do Sul. O objetivo é buscar a autossuficiência na produção de fertilizantes nitrogenados, hoje dependente de importação.
Ela informou que a decisão depende de estudos, mas pode ocorrer ainda neste quin quênio. A meta envolve elevar a produção suficiente para atender até 75% da demanda brasileira de fertilizantes nitrogenados, impulsionada pelo aumento da produção de gás natural pela Petrobras. Em Sergipe, há também reservas de potássio, insumo relevante para fertilizantes.
A executiva destacou que, com o aumento da produção de gás, a Petrobras avalia ampliar a oferta de fertilizantes e reduzir a dependência externa. A ideia é que a ampliação das Fafens contribua para a autossuficiência do país nesse insumo estratégico.
Minerais críticos
Magda Chambriard citou a possibilidade de explorar potássio e minerais críticos, incluindo urânio, como parte de um eventual movimento da Petrobras em diversificar atuação no setor de energia. Ela não detalhou planos executáveis nem prazos para esses empreendimentos.
A presidente ressaltou que, no momento, a Petrobras não tem objeto social para mineração. Ela mencionou a reavaliação de atividades da empresa e acrescentou que qualquer expansão nessa direção depende de decisões da sociedade brasileira e de mudanças no próprio estatuto da companhia.
Essa linha de atuação ocorreria em um contexto em que o governo busca soberania em setores estratégicos. Não houve anúncio de novas etapas ou investimentos específicos, apenas a afirmação de interesse em ampliar o portfólio de atuação da Petrobras.
Entre na conversa da comunidade