- Justiça Federal em Goiás determinou que o MPF continue investigando crimes financeiros envolvendo corretores contra um cliente idoso do Banco Safra.
- O idoso aportou 1,2 milhão de reais na Safra Corretora em 2021, por indicação do banco, e, em cerca de dois anos, quase todo o dinheiro foi perdido.
- Segundo a denúncia, os corretores teriam feito movimentações excessivas e não autorizadas para gerar taxas de corretagem indevidas, ocultando prejuízos.
- O aposentado afirma ter recebido informações enganosas, com desempenho incompatível com o perfil conservador do investidor, que é idoso e sem familiaridade com renda variável.
- A decisão aponta indícios de conduta irregular que pode configurar indução em erro, omissão de informações relevantes e possível vantagem indevida, justificando a continuidade das apurações criminais.
A Justiça Federal de Goiás determinou que o MPF siga com a investigação de possíveis crimes financeiros envolvendo corretores da Safra Corretora e um cliente idoso do Banco Safra. O caso teve início em 2021, quando o investidor aportou 1,2 milhão de reais.
Segundo a denúncia, o dinheiro foi aplicado na Safra Corretora por indicação do banco. Em dois anos, dois corretores teriam provocado a perda de quase todo o patrimônio, por meio de movimentações alegadamente não autorizadas para gerar taxas de corretagem indevidas.
Em depoimento à Polícia Federal, o aposentado diz ter recebido informações de que seu patrimônio total seria de apenas 51 mil reais, valor muito inferior ao montante inicial. A diferença sustenta suspeitas de gestão irregular e de prejuízos significativos.
Fatos e documentação
A decisão judicial aponta elementos probatórios relevantes, como notas de corretagem, planilhas de movimentação e transcrições de gravações. Esses documentos, segundo o juiz, evidenciam atuação reiterada dos prepostos da corretora sem a devida autorização do cliente.
Observa-se ainda discrepância entre o perfil do investidor — idoso, aposentado e sem familiaridade com renda variável — e o tipo de operações realizadas, que seriam de alto risco e com uso de estratégias complexas. O caso envolve possível indução em erro e prática que pode configurar vantagem indevida.
Desdobramentos esperados
A Justiça reforça a necessidade de apurar práticas de gestão irregular e possível estelionato no mercado de capitais. O magistrado determinou a continuidade das investigações criminais pelo MPF, para esclarecer as responsabilidades dos envolvidos e a natureza das operações realizadas.
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