- Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, passaram a ter a terceira estrela Michelin; Claude Troigros, do Madame Olympe, ganhou a primeira estrela.
- No Rio de Janeiro, Claude Troigros viu a procura por reservas triplicar logo após o anúncio da estrela.
- Os cardápios e atendimentos receberam reajustes: Evvai e Tuju mantêm menu de cerca de R$ 1.650, com opções de harmonização que chegam a R$ 2.259, e o Madame Olympe oferece menus de R$ 440 a R$ 540, com opções de harmonização.
- Souza diz que uma casa com três estrelas exige estrutura complexa e que houve maior demanda, inclusive convites internacionais; Ralston aponta aumento de visibilidade e reservas, mas enfatiza foco na continuidade da qualidade.
- Os chefs destacam que o reconhecimento fortalece a imagem brasileira na alta gastronomia, apesar de críticas ao guia, e ressaltam a importância de manter o padrão de excelência.
Entre o brilho da nova edição e a pressão que vem junto, três chefs brasileiros celebraram mais uma estrela Michelin, ampliando a presença da gastronomia nacional no guia. Os restaurantes Evvai, Tuju e Madame Olympe foram reconhecidos, com duas casas recebendo três estrelas e uma nova estrela para o Madame Olympe.
No Rio de Janeiro, Claude Troigros conquistou a primeira estrela para o Madame Olympe, único tempo atual nessa cidade. Em São Paulo, Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, avançaram para a condição de três estrelas. Esse movimento reforça a posição da alta gastronomia brasileira no cenário internacional.
O anúncio elevou a visibilidade de todos os envolvidos. Em especial, Claude Troigros destaca a evolução do reconhecimento do público brasileiro desde a entrada do Michelin no Brasil, em 2015, quando a estrela foi concedida ao Olympe. Hoje, o guia atua de modo mais amplo, ainda que com foco em São Paulo e Rio.
Salvador da reputação: como mudam os negócios
O Madame Olympe passa a ter demanda de reservas ampliada, com a procura triplicando após a divulgação da nova estrela. No cardápio, o restaurante francês de cozinha contemporânea opera com menu degustação em 8 ou 4 etapas, com valores correspondentes aos serviços de harmonização. O preço varia conforme o formato escolhido.
No Evvai, o menu degustação custa em torno de R$ 1.650, com opções de harmonização em diferentes faixas, incluindo escolhas sem álcool. A estrutura de operações para sustentar três estrelas envolve pesquisa constante, equipe qualificada e treinamento contínuo, segundo Luiz Filipe Souza.
O Tuju também adotou reajustes para manter o padrão de excelência exigido por três estrelas. O menu degustação segue com opções de harmonização, incluindo alternativas com preço sob consulta para vinhos de acervo, ressaltando a sofisticação da casa. A necessidade de planejamento e antecedência aumentou as reservas.
Ivan Ralston ressalta que a visibilidade internacional cresce rapidamente após a confirmação das três estrelas, o que se reflete em convites para eventos e congressos ao redor do mundo. Ele enfatiza manter o foco na prática da cozinha e na saúde da equipe, sem abrir mão da qualidade.
Claude Troigros, por sua vez, reforça o peso histórico da Michelin para a alimentação brasileira, ao mesmo tempo em que aponta para a evolução do cenário gastronômico do país. Os chefs citados compartilham a ideia de que o guia representa uma validação séria, independentemente de críticas ao sistema.
A reportagem mantém o foco em dados de menu, preços e impacto de reputação, sem incluir opiniões pessoais. As informações são provenientes de entrevistas com os chefs, publicadas pelo NeoFeed, e refletem o estado atual da alta gastronomia brasileira após os recentes reconhecimentos.
Entre na conversa da comunidade