- A guerra no Oriente Médio mudou o cenário para a política monetária, deixando o BC em um momento mais desafiador.
- Bruno Serra Fernandes, da família de fundos Janeiro, Itaú Asset Management, diz que o Copom precisa reagir para ancorar as expectativas de inflação de longo prazo.
- Bruno é gestor de um portfólio com cerca de R$ 30 bilhões sob gestão.
- O comentário foi feito ao jornal Valor, acompanhado de foto dele.
- Ele comentou que não gostaria de estar na pele do presidente do Banco Central, Galípolo, diante da conjuntura atual.
A guerra no Oriente Médio mudou o cenário de política monetária no Brasil, antes considerado mais estável. Grandes incertezas externas passam a influenciar a condução da Selic, dizem gestores do mercado.
Bruno Serra Fernandes, da família de fundos Janeiro da Itaú Asset Management, com cerca de R$ 30 bilhões sob gestão, afirma que o BC precisa reagir para ancorar expectativas de inflação de longo prazo.
Segundo o gestor, a resiliência atual da atividade econômica contrasta com a deterioração da dinâmica inflacionária, o que ele classifica como risco para a credibilidade da política monetária.
Local: Brasil. Quando: após o agravamento da tensão geopolítica no Oriente Médio; por quê: para evitar que choques externos ancorem expectativas de inflação e pressionem a curva de juros a longo prazo.
A opinião de Fernandes sugere que o Copom deve considerar medidas que mantenham a taxa Selic estável ou reajustes graduais, buscando sinal claro de ancoragem para investidores e agentes econômicos.
A avaliação é de que, apesar do cenário interno moderado, choques externos podem exigir reação rápida do BC para evitar desancoragem de expectativas, mantendo o ambiente de planejamento econômico estável. Fonte: Valor.
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