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Dormir bem vai além das horas: qualidade, rotina e saúde

Especialistas dizem que qualidade e quantidade do sono caminham juntas; hábitos consistentes e ambiente adequado reduzem impactos à saúde

Sleep quantity and quality both matter. Here's what experts want you to know about how often and how well you need to sleep.
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  • Sono suficiente de horas e a qualidade do sono não são rivais: ambos são importantes e devem caminhar juntos; a maioria dos adultos precisa entre sete e nove horas por noite, mas há variação individual.
  • Não existe número mágico único: mesmo dentro da faixa de sete a nove horas, algumas pessoas funcionam melhor com sete, outras com nove ou mais, e fatores como idade, estresse e saúde influenciam a necessidade.
  • Qualidade do sono é medida pela arquitetura do sono: tempo para adormecer, quantas vezes acorda durante a noite, quantos microdespertares existem e se ocorre cada um dos quatro ciclos de sono (leve, profundo e REM).
  • Em termos práticos, uma boa noite costuma ter: adormecer em até quinze a vinte minutos, acordar menos de duas vezes e acordar no mesmo intervalo de manhã; o padrão típico fica entre sete e nove horas, em ambiente com cerca de sessenta e cinco graus, sem álcool no sangue e sem celular à mão.
  • Dicas para melhorar a qualidade: reduzir a temperatura do quarto para cerca de sessenta e cinqa graus, manter horário regular de acordar, evitar uso de celular perto da hora de dormir e evitar álcool, que atrapalha o sono na segunda metade da noite.

Sleep de qualidade vai além das horas. Especialistas ressaltam que a soma entre duração e conforto do sono determina o que o corpo realmente recupera. Mesmo com metas de oito horas, nem sempre isso basta para acordar renovado.

A ideia é enxergar sono como um conjunto. A duração pode variar conforme a pessoa, mas a qualidade, o horário regular e o ambiente influenciam o despertar, o humor e o desempenho no dia seguinte. O debate entre quantidade e qualidade não é exato; ambos caminham juntos.

Quantidade de sono: quanto é suficiente?

A duração nightly varia entre indivíduos. Embora muitos indiquem oito horas como padrão, não existe número universal. Profissionais analisam entre sete e nove horas como referência, com variações conforme idade e hábitos.

Guia de referência do National Sleep Foundation traz faixas por faixa etária, desde bebês até adultos acima de 65 anos. Ainda assim, especialistas ressaltam a importância da consistência, do funcionamento diurno e do bem-estar.

Qualidade do sono: o que é uma boa noite

A qualidade diz respeito a quão bem se dorme. O pesquisador Matthew Walker aponta quatro pilares: tempo para adormecer, despertares durante a noite, fragmentação do sono e continuidade das fases de sono. Cada estágio cumpre função distinta.

Consolidação de memória, desempenho emocional e criatividade dependem da sequência adequada das fases. Noite de alta qualidade envolve completar os ciclos de sono sem interrupções significativas.

O que seres humanos reconhecem como boa noite

Um padrão considerado restaurador inclui adormecer em cerca de 15 a 20 minutos, acordar poucas vezes, manter consistência no horário de despertar e acordar com sensação de renovação. Em condições ideais, isso ocorre em sete a nove horas numa temperatura agradável.

Mesmo assim, especialistas lembram que perfeição não é realista. Pequenos despertares noturnos são comuns, e o objetivo é hábitos estáveis que promovam sono saudável na maioria das noites.

Sono de qualidade versus quantidade

Ambos são importantes e não competem entre si. Durações suficientes permitem passar pelos estágios necessários, enquanto a qualidade evita interrupções que anulem o descanso. Um sono de oito horas fragmentado pode ser pior que sete horas contínuas.

Quando faltam horas, o corpo perde tempo para completar processos fundamentais. Por outro lado, noites longas com pouco descanso de alta qualidade também trazem desgaste.

Efeitos da privação de sono

A falta crônica de sono está associada a queda no desempenho cognitivo, menor concentração e irritabilidade. A privação prolongada eleva riscos de diabetes tipo 2, obesidade, alterações cardíacas, depressão e ansiedade.

Síndromes de sono mal reguladas podem impactar a imunidade e o humor, além de aumentar a probabilidade de erros no dia a dia. Pequenas deficiências costumam aparecer como fadiga e dificuldade de concentração.

Quatro mudanças simples para melhorar o sono hoje

Controle a temperatura do quarto: baixar para cerca de 18°C favorece o início do sono. Um banho morno cerca de uma hora antes pode acelerar a queda da temperatura corporal.

Mantenha horário de acordar estável, inclusive aos fins de semana. A regularidade reforça o relógio interno e facilita adormecer e manter o sono ao longo do tempo.

Afaste o celular da cama. A luz das telas reduz a produção de melatonina e atrasa o sono, criando sensação de alerta quando o corpo precisa relaxar.

Reduza o consumo de álcool próximo da hora de dormir. O álcool pode adormecer rapidamente, mas fragmenta o sono na segunda metade da noite, prejudicando o rem.

O veredito

Um sono adequado não é apenas quantidade, mas também qualidade. As duas dimensões devem ser fortalecidas simultaneamente. Caso persistam dificuldades, a orientação médica é recomendada para avaliação de fatores como apneia ou distúrbios do sono.

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