- Correios registraram prejuízo de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do mesmo período de 2025 (R$ 1,7 bilhão).
- Receita líquida com vendas e serviços caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões; despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 1,26 bilhão para R$ 2,26 bilhões.
- Fatores do resultado negativo incluem redução de receitas de serviços postais tradicionais, aumento de custos operacionais com inflação, reajustes salariais e passivos judiciais, além da concorrência em logística de maior rentabilidade.
- Custo da universalização dos serviços postais, mantidos em todo o território nacional, é estimado em cerca de R$ 4 bilhões, sem considerar benefícios fiscais.
- Em 2025, prejuízo anual foi de R$ 8,5 bilhões; a empresa tem empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União e planeja captação adicional de cerca de R$ 7 bilhões ainda neste ano.
Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,2 bilhões no 1º trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras divulgadas pela estatal. O resultado mostra quase o dobro das perdas de igual período de 2025, que somaram R$ 1,7 bilhão.
A queda na geração de caixa é atribuída a receitas menores em serviços postais tradicionais, custos operacionais elevados pela inflação, reajustes salariais e passivos judiciais, além da concorrência em segmentos logísticos mais rentáveis.
A entidade aponta também o custo de manter a estrutura nacional para cumprir o serviço postal universal, estimado em cerca de R$ 4 bilhões, sem considerar benefícios fiscais.
A receita líquida com vendas e serviços caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões no período, enquanto as despesas gerais e administrativas subiram de R$ 1,26 bilhão para R$ 2,26 bilhões.
Segundo o balanço, o aumento de despesas decorre principalmente de revisões na classificação de ações trabalhistas. O patrimônio líquido encerrou o trimestre em posição negativa.
O ano de 2025 encerrou com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, frente a R$ 2,6 bilhões em 2024. A receita bruta recuou 11,35%, para R$ 17,3 bilhões.
Em meio ao rombo, a estatal contratou, no fim de 2025, um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantias da União. O plano de reestruturação prevê R$ 20 bilhões em empréstimos, com nova captação ainda neste ano.
A operação adicional deve ficar em torno de R$ 7 bilhões, ante os R$ 8 bilhões originalmente esperados, conforme apurado pelo veículo Valor.
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