Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

IA confusa prejudica empresas e deixa funcionários perplexos

A adoção confusa de IA gera promessas de eficiência não comprovadas, retorno sobre o investimento (ROI) incerto e falta de consenso entre líderes

Companies are tying AI use to potential promotion
0:00
Carregando...
0:00
  • Executivos estão vinculando promoções ao uso regular de IA, com Accenture e KPMG adotando métricas de adoção de ferramentas de IA.
  • Um engenheiro de IA alertou que usar IA generativa para segmentar clientes foi mais caro e menos preciso que modelos tradicionais.
  • O governo do Reino Unido aposta na IA para aumentar a eficiência pública, mas a representação sindical aponta que a transformação está sendo feita sem envolvimento suficiente dos trabalhadores.
  • Especialistas dizem que a falta de clareza sobre objetivos da IA e a cultura organizacional podem comprometer o retorno sobre investimento.
  • Antes de liberar ferramentas de IA, há treinamentos obrigatórios sobre ética e riscos, com variação entre departamentos e necessidade de alinhamento estratégico.

Malcolm, engenheiro de IA, trabalhava em uma empresa de análise de dados. Concebia a categorização de clientes em personas usando IA generativa, ainda que modelos tradicionais fossem mais adequados, estáveis e baratos. A direção decidiu seguir com IA generativa.

A decisão levou a um processo menos preciso e mais caro, mas permitiu à empresa apresentar o uso de IA como novidade. O caso ilustra um movimento mais amplo de líderes que veem IA como prioridade, mesmo diante de dúvidas internas.

Em fevereiro, a Accenture informou aos funcionários que promoções dependem do uso regular de ferramentas de IA, com acompanhamento do uso da plataforma própria. A prática aponta para metas de adoção de IA no dia a dia corporativo.

Em maio, a KPMG revelou um painel para monitorar se colaboradores dos EUA atingem 75% de uso das ferramentas de IA. A empresa descreve a iniciativa como parte de um esforço para evoluir a maturidade em IA.

Adoção institucional e mudanças esperadas

O governo do Reino Unido também aposta na IA para aumentar a eficiência dos serviços públicos, promovendo uma reestruturação administrativa com apoio tecnológico. A meta é melhorar a produtividade em Whitehall.

Entretanto, a Federação dos Trabalhadores Públicos (FDA) revela ceticismo entre servidores sobre a capacidade de gestão da transformação. A pesquisa aponta que menos de um terço foi consultado sobre a implementação.

A FDA aponta inconsistências entre departamentos, o que pode comprometer ganhos de produtividade. A entidade ressalta que mudanças são impostas sem participação suficiente dos trabalhadores.

Cultura e alinhamento entre liderança e equipes

Especialistas indicam que a clareza sobre objetivos de IA é crucial. Em um caso do setor de óleo e gás, a necessidade de manter a competitividade foi citada pela liderança como motor da implementação.

O consultor lembra que decisões sem alinhamento entre C‑suite podem comprometer o retorno sobre investimento. O nível de engajamento dos funcionários tem papel central na eficácia da adoção.

Profissionais afirmam que a cultura corporativa pode acelerar ou travar a adoção de IA. Culturas com medo ou fragmentadas dificultam o entendimento de metas e das ferramentas disponíveis.

Treinamento e governança

Diversos relatos destacam a importância de treinamentos obrigatórios sobre ética e riscos, como viés e alucinações de IA. A governança é apresentada como diferencial para reduzir falhas técnicas.

Executivos reconhecem que, sem participação das equipes, a adoção de IA pode não trazer os ganhos esperados. O desafio é equilibrar tecnologia com práticas de gestão de pessoas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais