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IA ganha espaço em apps de bancos e ferramentas de investimento

IA amplia eficiência em bancos e plataformas de investimento, mas atuação humana é essencial para decisões, supervisão e confiança do cliente

Para Diego Ramiro, presidente da Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (ABAI), o avanço da tecnologia deve gerar uma mudança no foco de atuação do assessor (Foto: Envato Elements)
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  • IA já tem espaço em gestoras e plataformas para investidores pessoa física, ajudando a interpretar cenários, responder dúvidas e montar estratégias para reduzir impostos.
  • Estudo da Empiricus mostra que 9% dos gestores já utilizam tecnologia em várias áreas, em fase de expansão.
  • Ferramentas de IA estão disponíveis ao público: Área do Investidor da B3, Gorila AI (sincroniza carteira com a B3 e sugere questões de impostos), além de assistentes de bancos como Itaú, Inter e BTG Pactual.
  • Benefícios apontados incluem processamento rápido e acesso a diversas fontes; riscos envolvem necessidade de comandos bem estruturados para obter resultados confiáveis.
  • Especialistas destacam que a IA deve complementar, não substituir, o assessor humano, com foco crescente em atuação estratégica e na avaliação de riscos, mantendo responsabilidades regulatórias e fiduciárias.

A inteligência artificial (IA) já ocupa espaço entre gestoras, plataformas para investidores pessoa física e bancos, ampliando a eficiência, o atendimento e a capacidade de analisar cenários. A tecnologia ajuda a interpretar informações de mercado, esclarecer dúvidas sobre investimentos e até sugerir estratégias para reduzir impostos. O uso varia conforme o serviço, desde análise de ações e menções em redes sociais até recomendações de carteira.

Uma pesquisa da Empiricus Research, realizada entre 4 e 8 de maio de 2026 com 30 gestores de multimercados que somam mais de R$ 160 bilhões, mostra que 9% já utilizam IA em diferentes áreas. Não houve respostas apontando falta de uso ou estágio apenas experimental; o uso é visto como um processo em expansão.

Na prática, a área de atendimento ao investidor também ganha ferramentas. A Área do Investidor da B3 oferece análises de empresas abertas com recomendações de compra ou venda. Em março, a Gorila lançou o Gorila AI, que sincroniza carteiras com a B3, analisa ativos e sugere ajustes para impostos e sucessão patrimonial.

Avanços nos bancos

O Itaú começou, em 2025, a disponibilizar um assistente que responde dúvidas, recomenda produtos e realiza aplicações em renda fixa via chat. Em maio de 2026, o Inter lançou a Seven, assistente com funções transacionais, como reinvestimentos automáticos e consolidação de extratos. O BTG Pactual apresentou o Minhas Finanças, ferramenta que usa IA e Open Finance para categorizar gastos e antever tendências de consumo.

Para especialistas, a principal vantagem é a velocidade e o alcance de fontes que a IA pode consultar. Porém, a quantidade de dados traz riscos: é preciso formular perguntas estruturadas e manter retroalimentação para que a ferramenta reflita a realidade do investidor, especialmente em planos de longo prazo.

O papel humano na era da IA

Especialistas ressaltam que a IA não substitui o assessor. A principal mudança é o foco de atuação, com maior ênfase em consultoria estratégica e menos em tarefas operacionais. O uso responsável envolve compreender objetivos, patrimônio e idade do investidor para orientar decisões, em vez de buscar apenas o investimento com maior rentabilidade.

Conhecedores do setor defendem que a presença humana continua necessária, sobretudo para quem está fora do dia a dia de planilhas e oscilações. Nesses casos, delegar a função a um profissional especializado facilita a gestão de riscos e a tomada de decisões mais complexas diante de volatilidade de mercado.

Considerações regulatórias e o futuro do atendimento

Especialistas apontam que, apesar dos avanços, as obrigações regulatórias e fiduciárias exigem supervisão humana contínua. A presença de um interveniente qualificado é considerada indispensável para manter a confiança do investidor e assegurar que interesses do cliente estejam acima de interesses próprios. A combinação entre IA e atuação humana tende a aumentar a qualidade do serviço e a segurança das operações.

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