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IA muda relação entre consumidor e produto financeiro

IA transforma a relação entre consumidor e produto financeiro com jornadas consultivas, ampliando transparência e eficiência nos bancos, aponta estudo

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  • IA transforma a relação entre consumidor e produto financeiro, tornando-a mais consultiva, personalizada e transparente.
  • Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 aponta ganho médio de 11,4% na eficiência dos processos e quase 40% das instituições com melhorias acima de 20%.
  • Os bancos devem investir cerca de R$ 47,8 bilhões em tecnologia, com avanço de 61% em IA, analytics e big data, fortalecendo a experiência centrada no usuário.
  • Brasil ganha destaque global com o “Brazil Stack” — Pix, Open Finance, blockchain e IA — e dados apontam que o Pix processou 63 bilhões de transações em 2024.
  • Estudos apontam maior uso de IA em toda a jornada do cliente, desde atendimento automatizado até recomendações personalizadas e onboarding digital, ampliando acesso e compreensão de opções financeiras.

A inteligência artificial está mudando a forma como o consumidor se relaciona com produtos financeiros. O modelo passa de ofertas padronizadas para jornadas consultivas, mais transparentes e personalizadas.

Dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada com Deloitte, indicam ganhos de eficiência: melhora média de 11,4% nos processos e quase 40% das instituições relatando ganhos acima de 20%.

O estudo aponta que bancos devem investir cerca de R$ 47,8 bilhões em tecnologia, com crescimento de 61% em IA, analytics e big data, abrindo espaço para soluções centradas no usuário.

Rogério Magela, diretor de tecnologia da BKOpen, afirma que a IA tornou a relação com produtos financeiros mais orientada por dados, permitindo perfis, comportamentos e objetivos individuais para sugestões mais aderentes.

Ele destaca que o consumidor atual busca entender se a solução realmente cabe em sua realidade, com demanda crescente por transparência e comparação de opções, taxas e riscos de forma clara.

Para Magela, a principal vantagem da IA é transformar grandes volumes de dados em comparações simples e objetivas, apresentando opções compatíveis com o perfil financeiro do cliente.

Estudos da McKinsey ressaltam o Brasil como referência em infraestrutura digital, com o conceito Brazil Stack que integra Pix, Open Finance, blockchain e IA. Em 2024, o Pix processou cerca de 63 bilhões de transações, enquanto o Open Finance já envolve dados de mais de 42 milhões de clientes.

Magela acrescenta que a IA já atua em quase toda a jornada do cliente, desde o atendimento inicial até o onboarding, recomendação personalizada, prevenção a fraudes e suporte pós-venda.

O uso de IA também avança na automação de atendimento, acompanhamento financeiro e comunicação em tempo real, elevando a eficiência operacional e a experiência do consumidor.

Estudos da KPMG indicam que, globalmente, 71% das empresas utilizam IA em operações financeiras; no Brasil, 58% estão em implementação e 15% já atingiram maturidade, com 5% a 10% do orçamento de TI dedicado ao tema.

Magela ressalta que a tecnologia ajuda a democratizar o acesso à informação financeira, traduzindo linguagem técnica em experiências mais simples e compreensíveis para o usuário.

A BKOpen tem adotado IA para tornar a experiência financeira mais inteligente, personalizada e transparente, conectando dados, tecnologia e experiência do usuário para sugerir produtos adequados ao perfil e ao momento de vida.

O objetivo da empresa é apoiar decisões financeiras mais conscientes e eficientes, mantendo o consumidor no centro da experiência.

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