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Mercado imobiliário registra alta de preços em maio, abaixo da inflação

Preço dos imóveis sobe 0,42% em maio, acumula 1,96% no ano, mas fica abaixo da inflação, com Itapema e Balneário Camboriú entre as cidades mais caras do país

Inflação dos imóveis residenciais desacelerou em maio
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  • Em maio, o preço dos imóveis subiu 0,42%, levando o acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 a alta de 1,96%, ainda abaixo da inflação (IPCA-15).
  • O IPCA-15 avançou 0,62% em maio e 3,79% no ano até o período, acima da variação dos imóveis no mês e no acumulado.
  • O preço médio do metro quadrado construído no país subiu para R$ 9.809; imóveis de um dormitório tiveram o maior preço médio (R$ 11.987/m²), enquanto dois dormitórios ficaram em R$ 8.813/m².
  • As cidades litorâneas de Santa Catarina dominam os valores, com Itapema (R$ 15.226/m²) e Balneário Camboriú (R$ 15.215/m²) acima de R$ 15 mil; Florianópolis e Itajaí também aparecem entre as mais caras.
  • Entre as capitais e cidades pesquisadas, Vitória, Barueri, São Paulo, Curitiba, Vila Velha, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Maceió ficam acima da média nacional; Pelotas (R$ 4.464/m²) e São Vicente (R$ 4.996/m²) estão entre os mais baratos, com Aracaju (R$ 5.633/m²) sendo a capital mais acessível.

O preço dos imóveis residenciais desacelerou em maio, mas ainda subiu. Segundo o Índice FipeZap, o valor médio de venda ficou 0,42% mais alto no mês, em 56 cidades, mantendo alta de 1,96% nos primeiros cinco meses de 2026. O desempenho ficou abaixo da inflação medida pelo IPCA-15 no mesmo período.

Com o aumento de maio, o preço médio do metro quadrado no país atingiu R$ 9.809. A variação mensal foi menos intensa entre diferentes tipos de imóveis: dormitórios de um quarto subiram 0,55%, enquanto unidades com três dormitórios tiveram avanço de 0,28%.

O indicador consolida um cenário de valorização moderada frente à inflação. O IPCA-15 registrou alta de 0,62% em maio e avanço de 3,79% no acumulado do ano, acima do desempenho do FipeZap para imóveis residenciais. Informe ressalta como o ritmo de alta dos imóveis acompanha, mas fica aquém da inflação.

Região mais cara

Itapema e Balneário Camboriú concentram os preços médios mais altos do país, com valores estimados de R$ 15.226/m² e R$ 15.215/m², respectivamente. Florianópolis aparece em seguida, com R$ 13.288/m², e Itajaí soma R$ 13.208/m².

Outras nove cidades apresentam preços acima da média nacional. Vitória, Barueri, São Paulo, Curitiba, Vila Velha, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Maceió aparecem na lista, com m² entre R$ 9.961 e R$ 14.965, conforme o município.

Distribuição regional

Entre capitais, as mais caras além do litoral catarinense são Aracaju, com o menor preço entre as capitais da amostra, estimado em R$ 5.633/m². Em termos de valor por metro quadrado fora de capitais, Pelotas (RS) e São Vicente (SP) aparecem com os menores preços, em R$ 4.464/m² e R$ 4.996/m², respectivamente.

A leitura do levantamento aponta que a alta de maio foi mais expressiva em imóveis de um dormitório, mas houve variação menor entre complexos com maior nº de dormitórios, mantendo o viés de valorização, ainda que menos acelerado que a inflação recente.

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