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PGFN assume R$ 66,8 bilhões do FGTS e centraliza cobranças

Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional passa a gerenciar R$ 66,8 bilhões em débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, centralizando cobranças antes feitas pela Caixa Econômica Federal

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • A partir de 1º de mês, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional assume a gestão e cobrança dos débitos do FGTS inscritos em dívida ativa, transferindo cerca de R$ 66,8 bilhões de aproximadamente 500 mil inscrições da Caixa Econômica Federal para a PGFN, com conclusão prevista até o fim do mês.
  • A cobrança passa a ser centralizada, com consulta, renegociação e emissão de guias disponíveis exclusivamente pelo portal Regularize.
  • Em julho, a PGFN divulgou edital de transações para regularizar essas dívidas, oferecendo descontos em juros e multas para empregadores.
  • Os valores recuperados serão automaticamente repassados às contas vinculadas dos trabalhadores no FGTS, e os cidadãos serão notificados quando houver recuperação de créditos.
  • A PGFN utilizará, para o FGTS, instrumentos já usados na dívida ativa da União (protesto, penhora de bens, restrição a contratos com o poder público), mantendo a Caixa responsável por débitos não inscritos e por parcelamentos ativos, além de manter o CRF sob gestão do banco.

O governo centraliza a cobrança de dívidas do FGTS. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) passa a gerir e cobrar os débitos inscritos em dívida ativa a partir desta segunda-feira, 1º. O FGTS soma cerca de R$ 66,8 bilhões em about 500 mil inscrições. A transferência sai da Caixa Econômica Federal.

A migração já está em andamento e deve ser concluída até o fim do mês. A mudança consolida a atuação da PGFN na gestão das dívidas, antes compartilhada com a Caixa. Com isso, a cobrança passa a seguir fluxos padronizados pela PGFN.

Centralização da cobrança e nova estrutura de gestão

A partir de agora, a PGFN concentra integralmente a gestão das dívidas inscritas, visando padronizar os procedimentos. Os contribuintes deverão consultar, renegociar e gerar guias de pagamento pelo portal Regularize, plataforma oficial.

Débitos poderão ter desconto em transações

Para julho, a PGFN divulgou a abertura de edital de transações voltado à regularização dessas dívidas. Empregadores poderão renegociar valores com descontos em juros e multas, conforme as regras do edital.

Recuperação de valores e impacto direto no trabalhador

Segundo a PGFN, os recursos recuperados serão repassados às contas vinculadas dos trabalhadores. Theo Lucas Borges, procurador-geral adjunto, afirma que a mudança facilita a cobrança e aumenta a eficiência do processo.

Novos mecanismos de cobrança

A centralização permite que a PGFN aplique instrumentos já usados na dívida ativa da União, como protesto, penhora de bens e restrições a contratos com o poder público. A medida não impede a cobrança judicial pelos trabalhadores.

Caixa mantém parte da gestão

A Caixa continuará responsável pelos débitos ainda não inscritos ou com parcelamentos ativos. O Certificado de Regularidade do FGTS (CRF) permanece sob gestão do banco. A PGFN realizará a identificação individualizada dos valores.

FGTS e função social

O FGTS foi criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa por meio de depósitos mensais de 8% do salário. Os recursos também financiam habitação, saneamento e infraestrutura pública.

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