- O ministro André Mendonça, do STF, chamou de “êxito atípico” uma operação entre BTG Pactual e uma empresa de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.
- Em abril, o BTG realizou operações envolvendo notas comerciais escriturais no valor de R$ 132,9 milhões com a Infrasolar, empresa criada em março.
- A operação seria uma troca de dívida antiga do grupo de Felipe com o BTG, visando recuperar recursos e evitar perdas de uma operação de 2020.
- Felipe Vorcaro foi alvo de buscas da Polícia Federal em janeiro, na etapa da Operação Compliance Zero.
- O contexto envolve questionamentos sobre a atuação do Banco Master e a origem das facilidades financeiras atribuídas à operação.
Em uma avaliação do STF, o ministro André Mendonça descreveu como êxito atípico uma operação envolvendo o BTG Pactual e uma empresa recém-criada de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. O acordo ocorreu em abril deste ano.
O BTG realizou várias operações com notas comerciais escriturais no total de 132,9 milhões de reais, ligadas a uma empresa criada em março por Felipe Vorcaro. A manobra visava recuperar recursos devidos por outra empresa.
Segundo apurou o Valor, o banco substituiu uma dívida antiga do grupo de Felipe, como parte de uma estratégia para evitar perdas associadas a uma operação de 2020, anterior à atuação do Banco Master.
Felipe Vorcaro é alvo de buscas da Polícia Federal desde janeiro, na Operação Compliance Zero, segundo relatório da PF. A investigação envolve indícios de irregularidades em negócios financeiros.
Contexto e desdobramentos
A relação entre o BTG, a empresa criada em março e o contexto da operação de 2020 é apontada como elemento central na apuração, que envolve consultas de autoridades sobre possíveis impactos em credores e clientes do banco.
Entre na conversa da comunidade