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Real cai e sol peruano sobe com geopolítica nas moedas da região

Sol peruano lidera ganhos em maio, impulsionado por fluxos corporativos e cobre, enquanto o real brasileiro aparece entre as maiores quedas da região

A moeda brasileira teve o pior desempenho da região em maio, após registrar uma queda de 1,60% (Foto: Susana Gonzalez/Bloomberg)
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  • Em maio, o sol peruano liderou os ganhos entre as moedas da região, valorizando-se 2,74% frente ao dólar, com fluxo corporativo e alta de metais sustentando-o.
  • O peso dominicano ficou em segundo lugar, com alta de 2,28%, impulsionado por remessas, exportações, turismo e investimento estrangeiro direto.
  • O peso chileno ficou em terceiro, sustentado pela demanda de cobre associada à inteligência artificial, centros de dados, eletrificação e oferta limitada.
  • O peso mexicano encerrou em quarto, beneficiado pela melhora do apetite global pelo risco após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã.
  • No polo oposto, o real brasileiro caiu 1,60% e o peso colombiano recuou 1,34% devido a fatores políticos locais e maior volatilidade; a Argentina caiu 1,28% e o guaraní paraguaio teve queda de 0,14%.

O mês de maio mostrou movimentos divergentes entre as moedas latino-americanas, puxados pela mudança no comportamento do dólar, oscilações no petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio. O apetite pelo risco global influenciou a direção de cada moeda na região, de acordo com analistas consultados pela Bloomberg Línea.

Moedas que se apoiam em commodities ou em fluxos de divisas tiveram valorização frente ao dólar, enquanto outras foram puxadas por fatores políticos locais e maior volatilidade financeira. O sol peruano liderou o desempenho, com alta de 2,74% em maio, impulsionado por capital corporativo, metais e menor incerteza política.

Destaques regionais

O sol peruano teve forte entrada de dólares corporativos no pagamento de obrigações fiscais, associado aos preços internacionais do cobre, segundo o operador Jorge Luis Huayta da Kambista. O peso dominicano ficou em segundo, com alta de 2,28%, impulsionado por remessas, turismo e investimentos diretos.

O cobre sustentou o peso chileno, que ficou em terceiro lugar, beneficiado pela demanda ligada à inteligência artificial, centros de dados e eletrificação. O dólar acabou compensando parte do impulso, mantendo o peso estável diante de juros internacionais mais altos e perspectivas locais.

Outros destaques e extremos

O peso mexicano encerrou maio em quarto lugar, com valorização atribuída à melhoria do apetite global por risco após queda de tensões entre EUA e Irã. Moedas menores, como o uruguaio, o colón costarriquenho e o quetzal, tiveram ganhos moderados, com fatores internos variados.

Entre os polos negativos, o real brasileiro foi a moeda com pior desempenho do mês, com queda de 1,60%. A volatilidade política, ligada a pesquisas e a casos envolvendo autoridades, passou a influenciar decisões de investidores. O peso colombiano caiu 1,34% no mês, pressionado por fatores políticos internos, com desvalorização acentuada na véspera de eleições.

Cenário regional

A Argentina registrou a terceira maior queda regional, com desvalorização de 1,28%, enquanto o Goldman Sachs indicou que a janela de oportunidade para o peso argentino estaria se fechando, diante de inflação persistente e expectativas elevadas. O guaraní paraguaio recuou 0,14%, influenciado por fatores internos e pela dinâmica de exportações.

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