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Suprema Corte dos EUA pede parecer da administração Trump sobre IPO da Robinhood

Suprema Corte solicita parecer da administração Trump sobre recurso da Robinhood para encerrar ação de 2021 por suposto engano a investidores no IPO

Foto mostra o logotipo do aplicativo da corretora Robinhood em um smartphone — Foto: Patrick Sison/AP Photo
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  • A Suprema Corte dos EUA pediu parecer da administração de Donald Trump sobre a viabilidade de revisar o recurso da Robinhood contra a reativação da ação coletiva relacionada ao IPO de 2021.
  • A demanda acusa a corretora de enganar investidores ao não divulgar adequadamente impactos negativos de apostas em ações e criptomoedas que ficaram em evidência, como meme stocks, antes do IPO.
  • O processo, aberto em 2021, sustenta que a Robinhood não revelou riscos e consequências da euforia com ações de memes e Dogecoin nas suas informações de abertura de capital.
  • A Robinhood contesta as alegações, afirmando que os documentos do IPO continham divulgações amplas sobre riscos e alertas de possível queda.
  • O caso teve início com a ação de investidores liderada por Vinod Sodha e sua filha, Amee Sodha, e passou por reviravolta judicial: rejeitada pelo juiz de primeira instância em dois mil e vinte e quatro e reaberta pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito em dois mil e vinte e cinco.

A Suprema Corte dos EUA pediu, nesta segunda-feira, que a administração de Donald Trump se pronuncie sobre a possibilidade de analisar a tentativa da Robinhood Markets de encerrar um processo que acusa a corretora de enganar investidores sobre suas finanças e perspectivas de crescimento para o IPO de 2021. O tribunal avalia se vai manter ou rejeitar o recurso da empresa contra decisão de reativar a ação coletiva.

A ação envolve investidores que compraram ações vinculadas ao IPO e alegam que a Robinhood não divulgou com precisão o impacto de ações de memes e moedas digitais, como GameStop e Dogecoin, no desempenho financeiro da empresa. Segundo os autores, a empresa omitiu riscos relevantes aos compradores.

A Robinhood nega as acusações, afirmando que o prospecto do IPO trazia avisos sobre riscos e dizia que ganhos futuros poderiam cair após picos de negociação. Os principais autores são Vinod Sodha, de Beverly Hills, e sua filha, Amee Sodha, de Millburn.

Processos, decisões e próximos passos

O juiz distrital Edward Chen, em São Francisco, rejeitou a ação em 2024, por entender insuficientes as alegações. Em 2025, o 9º Circuito reabriu o caso, afirmando que Chen aplicou padrões incorretos sob a Lei de Valores Mobiliários de 1933. A Robinhood solicitou a análise da Suprema Corte.

A defesa sustenta que a decisão do 9º Circuito impõe exigências de divulgação onerosas e pode sobrecarregar investidores com informações excessivas. A empresa argumenta que a reabertura do processo traz risco de responsabilização excessiva em casos de IPO.

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