- A Suprema Corte dos EUA pediu parecer da administração de Donald Trump sobre a viabilidade de revisar o recurso da Robinhood contra a reativação da ação coletiva relacionada ao IPO de 2021.
- A demanda acusa a corretora de enganar investidores ao não divulgar adequadamente impactos negativos de apostas em ações e criptomoedas que ficaram em evidência, como meme stocks, antes do IPO.
- O processo, aberto em 2021, sustenta que a Robinhood não revelou riscos e consequências da euforia com ações de memes e Dogecoin nas suas informações de abertura de capital.
- A Robinhood contesta as alegações, afirmando que os documentos do IPO continham divulgações amplas sobre riscos e alertas de possível queda.
- O caso teve início com a ação de investidores liderada por Vinod Sodha e sua filha, Amee Sodha, e passou por reviravolta judicial: rejeitada pelo juiz de primeira instância em dois mil e vinte e quatro e reaberta pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito em dois mil e vinte e cinco.
A Suprema Corte dos EUA pediu, nesta segunda-feira, que a administração de Donald Trump se pronuncie sobre a possibilidade de analisar a tentativa da Robinhood Markets de encerrar um processo que acusa a corretora de enganar investidores sobre suas finanças e perspectivas de crescimento para o IPO de 2021. O tribunal avalia se vai manter ou rejeitar o recurso da empresa contra decisão de reativar a ação coletiva.
A ação envolve investidores que compraram ações vinculadas ao IPO e alegam que a Robinhood não divulgou com precisão o impacto de ações de memes e moedas digitais, como GameStop e Dogecoin, no desempenho financeiro da empresa. Segundo os autores, a empresa omitiu riscos relevantes aos compradores.
A Robinhood nega as acusações, afirmando que o prospecto do IPO trazia avisos sobre riscos e dizia que ganhos futuros poderiam cair após picos de negociação. Os principais autores são Vinod Sodha, de Beverly Hills, e sua filha, Amee Sodha, de Millburn.
Processos, decisões e próximos passos
O juiz distrital Edward Chen, em São Francisco, rejeitou a ação em 2024, por entender insuficientes as alegações. Em 2025, o 9º Circuito reabriu o caso, afirmando que Chen aplicou padrões incorretos sob a Lei de Valores Mobiliários de 1933. A Robinhood solicitou a análise da Suprema Corte.
A defesa sustenta que a decisão do 9º Circuito impõe exigências de divulgação onerosas e pode sobrecarregar investidores com informações excessivas. A empresa argumenta que a reabertura do processo traz risco de responsabilização excessiva em casos de IPO.
Entre na conversa da comunidade