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Tesouro Direto registra alta de juros com guerra e inflação

Juros sobem globalmente com fim do cessar-fogo e inflação alta; no Brasil, cortes ficam em suspensão e títulos da Selic ganham atratividade

Juros — Foto: Gettyimages
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  • O fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã elevou as taxas de juros globalmente nesta segunda-feira, 1º.
  • No Brasil, as projeções de inflação do Boletim Focus subiram, reduzindo o espaço para cortes de juros pelo Banco Central; a mediana para 2026 ficou em 5,09%.
  • Com incertezas altas, os títulos do Tesouro Selic ficam mais atrativos; Prefixados e IPCA+ perdem atratividade.
  • Tesouro Prefixado 2032 rendeu 14,13% nesta segunda, IPCA+ tem retorno de IPCA + 7,85% e o Selic 2031 paga Selic + 0,075%.
  • As dúvidas sobre o cenário global devem seguir; negociações entre EUA e Irã não chegaram a acordo e Israel/Libano e o Estreito de Ormuz seguem em foco, mantendo o preço do petróleo alto.

O fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã impulsionou a alta global de juros nesta segunda-feira (1º). No Brasil, as expectativas são puxadas pelas novas projeções de inflação do Boletim Focus do BC. Em 2026, a mediana subiu para 5,09%.

Com esse cenário, a janela para cortes de juros pelo Banco Central pode se estreitar. A meta de inflação é de 3%, com tolerância de ±1,5 ponto percentual. Incertezas elevadas ajudam títulos do Tesouro Selic a ficarem mais atrativos.

Para os títulos, o apetite segue pela segurança da taxa básica. Tesouro Prefixado 2032 rende 14,13% ante 14,02% na véspera. IPCA+ retorna IPCA + 7,85% frente 7,81%. Selic 2031 paga Selic + 0,075% hoje, ante início de ano Selic + 0,101%.

As dúvidas sobre a economia global devem aumentar. Sem acordos, o Irã exige retirada de Israel do Líbano e ameaça bloquear o Estreito de Ormuz, rota-chave de petróleo, elevando o custo de importações e pressionando a inflação mundial.

Enquanto isso, o fluxo regional fica restrito ou paralisado, mantendo o preço do petróleo em patamar alto. Esse cenário alimenta nervosismo entre investidores e reforça a aversão a moedas de maior risco no curto prazo.

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