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Toyota encerra unidade de Indaiatuba após 28 anos de operação

Toyota encerra fábrica de Indaiatuba após vinte e oito anos; Corolla Sedan migra para Sorocaba, com dois mil empregos diretos e até oito mil indiretos

Fábrica em Sorocaba (SP) da montadora de carros japonesa Toyota
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  • A Toyota encerra as atividades da fábrica de Indaiatuba (SP) no dia 30 de junho de 2026, após 28 anos de operação e produção de mais de um milhão de veículos.
  • A produção do Corolla Sedan será transferida para o complexo de Sorocaba (SP), que passa a concentrar as principais operações da montadora no Brasil.
  • A empresa prevê inaugurar a segunda fábrica em Sorocaba em novembro de 2026, como parte de um plano de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030.
  • A expansão em Sorocaba deve gerar cerca de dois mil empregos diretos, além de até oito mil postos de trabalho indiretos na cadeia de fornecedores e sistemistas.
  • A transição ocorreu em diálogo com funcionários, com opções de transferência e desligamento voluntário; houve greve relacionada ao fechamento de Indaiatuba em 2024.

A Toyota vai encerrar as atividades da fábrica de Indaiatuba (SP) no dia 30 de junho de 2026. A unidade, em operação desde 1998, produziu mais de 1 milhão de veículos. A produção do Corolla Sedan será transferida para o complexo de Sorocaba (SP), onde a empresa concentra suas principais operações no país.

A migração do modelo foi anunciada em 2024 e concluída com a transição para Sorocaba. A medida visa maior sinergia entre as linhas de montagem e alinhamento com metas globais de sustentabilidade, segundo a montadora.

A expansão em Sorocaba inclui a expectativa de criação de cerca de 2.000 empregos diretos. A Toyota afirma que a transição ocorreu com diálogo com os funcionários, oferecendo alternativas como transferência para outras unidades ou adesão a programas de desligamento, sem demissões unilaterais.

Transição e impactos

O presidente da Toyota no Brasil, Evandro Maggio, disse que a estratégia é priorizar a transferência de equipes para Sorocaba, com capacidade para absorver todos os trabalhadores de Indaiatuba. A empresa planeja inaugurar, em novembro de 2026, a segunda fábrica em Sorocaba, como parte de um investimento de R$ 11 bilhões até 2030.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região avalia positivamente a ampliação das operações na cidade, destacando potencial de empregos e fortalecimento da cadeia automotiva local. O órgão também acompanha a transferência de trabalhadores para garantir o cumprimento dos acordos.

Greve e negociação

Em 2024, trabalhadores de Indaiatuba realizaram greve durante o anúncio do fechamento. O acordo negociado prevê pagamento de 45 salários aos desligados, mais dois salários por ano trabalhado, além de estabilização de emprego até julho de 2026 e manutenção de convênio médico e cesta básica por 36 meses.

Para os transferridos a Sorocaba, o acordo prevê estabilidade até julho de 2029. Quem permanecer na região sem mudar de residência receberia dois salários e R$ 15 mil; quem optar pela transferência com mudança recebe ainda 2,4 salários. A possibilidade de desligamento após sete meses foi assegurada com manutenção dos benefícios.

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