- Analista Nícolas Merola, CNPI da EQI Research, compara Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) diante da volatilidade do Brent causada pelo conflito no Oriente Médio.
- A sugestão de operação é comprar PETR4 e vender PRIO3, ou trocar os papéis, em cenário de possível normalização dos preços do petróleo.
- O mercado estima que o bloqueio do Estreito de Ormuz reduziu a oferta de petróleo, empurrando o Brent de cerca de US$ 60 para quase US$ 100 por barril.
- Petrobras, como companhia integrada, tende a amortecer choques de preço com política de preços estável, enquanto PRIO, com custos baixos, se beneficia com alta do petróleo e fica mais exposta com queda.
- A EQI argumenta que, na visão atual, Petrobras pode oferecer melhor relação risco-retorno diante da normalização dos preços, enquanto PRIO perde atratividade sem novas fusões relevantes.
A Petrobras (PETR4) volta a figurar em uma disputa com a PRIO (PRIO3) no setor de petróleo. O alerta vem de um relatório da EQI Research, assinado pelo analista CNPI Nícolas Merola, que compara as duas companhias e avalia cenários de troca de ações.
Merola chegou a sugerir uma operação envolvendo compra de PETR4 e venda de PRIO3, ou até uma troca entre papéis, em meio ao movimento do Brent impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.
A tese parte de um ponto sensível para investidores: desde o fechamento do Estreito de Ormuz, a circulação de navios ficou restrita e o petróleo elevou o preço. O relatório estima que o mercado perdeu cerca de 15% da oferta, levando o Brent a perto de US$ 100 por barril.
Cenários do preço do petróleo
Para o analista, o principal gatilho é a direção do petróleo, com três cenários: estabilidade, alta ou queda. A operação sugerida tende a ter melhor desempenho na normalização, com recuo dos preços da commodity.
Ele ressalta que esse gatilho depende de eventos geopolíticos, imprevisíveis por natureza. Mesmo com avanços nas negociações entre EUA e Irã, a reabertura do Estreito de Ormuz ainda não ocorreu.
Vantagens relativas entre as companhias
A PRIO vende produção a preço corrente, com baixo custo de produção, o que a torna mais sensível a altas e a quedas do petróleo. Petrobras, por ser integrada, produz petróleo e comercializa derivados no mercado interno, com política de estabilidade de preços.
Essa dinâmica faz com que a estatal amortoe choques do Brent, subindo menos em altas, mas mantendo preços mais estáveis quando a commodity se normaliza.
Avaliação de momento
O relatório aponta que a PRIO teve avanço significativo no último ano, elevando produção, o que pode favorecer maior estabilidade operacional no curto prazo. Sem fusões ou aquisições relevantes, a atratividade de PRIO pode diminuir.
A EQI também compara o preço/lucro projetado a 12 meses, sugerindo que Petrobras pode oferecer melhor relação risco-retorno diante do cenário atual de preços da commodity.
Impacto para investidores
Para Merola, a Petrobras pode entregar resultados mais fortes após a normalização do petróleo, desde que a política de preços seja bem executada. O relatório avisa que falhas na política de preços representam risco relevante para a operação.
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