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Aumento de custos premium na indústria de viagens encarece viagens

premium creep aumenta tarifas cobrando por serviços antes inclusos, como bagagem, assento e Wi‑Fi, redefinindo o que é valor na viagem

Sardines
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  • A indústria de viagens está cobrando menos serviços já incluídos, como bagagem despachada, escolha de assento e conforto, aumentando os custos por “premium” e unbundling.
  • O relato aponta crescimento de receitas auxiliares no setor aéreo, com US$ 148 bilhões arrecadados em 2024, um aumento de 26% em relação ao ano anterior.
  • O espaço entre bancos nas aeronaves reduziu-se de cerca de 34 polegadas na década de setenta para aproximadamente 30 polegadas hoje, considerado parte do novo padrão.
  • Além das companhias aéreas, hotéis, cruzeiros e operadores de turismo passaram a cobrar por itens antes incluídos, como cafés da manhã, Wi-Fi e refeições em restaurantes, com pacotes adicionais.
  • Especialistas sugerem que o “premium creep” não representa ganho de valor, mas remoção de serviços básicos para vender depois como extras, incentivando consumidores a buscar opções mais transparentes e, quando possível, pacotes com melhor relação custo-benefício.

A indústria de viagens intensificou a prática de cobrar por itens que antes eram considerados padrão. Passageiros enfrentam tarifas adicionais por bagagem, escolha de assento e acesso à conectividade, abrindo espaço para o que especialistas chamam de “premium creep”.

Pesquisas indicam que a receita adicional global de companhias aéreas atingiu cerca de 148 bilhões de dólares em 2024, com aumento de 26% em relação ao ano anterior. Além disso, a distância entre as cadeiras nas aeronaves encolheu nos últimos decênios, de cerca de 34 para 30 polegadas em média.

O movimento não afeta apenas voos. Hotéis passaram a cobrar por serviços básicos, como uso de academia ou diárias com taxas adicionais, e cruzeiros incluem pacotes com itens antes inclusos, como restaurantes e Wi-Fi. Casas de aluguel de carros também passaram a oferecer veículos “premium” com recursos adicionais.

Como chegou a esse modelo

Analistas explicam que a estratégia vem após a deregulação e crises financeiras, quando companhias passaram a vender tarifas promocionais e a compensar perdas com tarifas extras. A prática tornou-se comum entre operadoras, redes de hotéis e navios de cruzeiro, sem que haja aumento correspondente na qualidade do serviço básico.

Especialistas destacam que o objetivo é ampliar margens por meio da unbundling de serviços, em vez de oferecer valor agregado real. Há quem veja a manobra como resposta de mercado, mas as avaliações apontam para uma mudança de padrão: serviços que eram padrão passam a ser cobrados à parte.

O que isso significa para o consumidor

Quem viaja precisa reavaliar o custo total da experiência, somando bagagem, seleção de assentos, Wi-Fi, entre outros. Mesmo mercados internacionais, como Emirates e Singapore Airlines, mantêm qualidade associada ao custo, ao menos em certas classes, segundo observadores.

Profissionais de turismo recomendam planejamento mais cuidadoso: viajar fora de picos, negociar upgrades por meio de código de promoção ou agência especializada, e comparar opções considerando o custo total, não apenas o preço-base. A conscientização sobre o modelo ajuda a evitar surpresas no fechamento da conta.

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