- O projeto Costas Verdes plantou mais de cem mil árvores nativas em trinta e quatro praias da Costa Rica desde 2011, retomando habitats e oferecendo sombra a banhistas.
- O fundador Max Tattenbach, então estudante universitário, iniciou a ação para reflorestagem de Playa Hermosa e, posteriormente, expandiu para a região norte do Pacífico com participação comunitária.
- Em Playa Guiones, a cobertura florestal ressurgiu; hoje a área tem dezenas de árvores de espécies como amêndoa tropical, Gliricídia e frangipânis, proporcionando abrigo e favorecendo a fauna local.
- Apesar do sucesso, a organização estima que apenas quarenta por cento das árvores plantadas em Guiones sobreviveram, devido a fatores genéticos e ações humanas.
- A Costas Verdes mira plantar trezentas mil árvores em cem praias e busca aproximadamente duzentos e quinze mil libras, entre doações, passeios de plantio de árvores e venda de produtos, para manter o esforço.
Como começou a transformar praias devastadas em ecossistemas vivos: um projeto comunitário plantou mais de 100 mil árvores nativas em Costa Rica. A iniciativa Costas Verdes atua desde 2011, cobrindo 34 praias do litoral pacífico.
Gerardo Bolaños, diretor executivo, afirma que a mudança é visible no litoral de Playa Guiones, em Nosara. Em 2011 a área era de gramíneas secas; hoje o trecho ganhou árvores que oferecem sombra e abrigo para a fauna local.
O sonho nasceu do surfista Max Tattenbach, que criou a Costas Verdes em 2009 para reflorestar Playa Hermosa, no Pacífico. A ação se espalhou pela região norte do litoral, impulsionando a restauração de ecossistemas.
Progresso e alcance
A expansão resultou na recuperação de habitats e no retorno de espécies como macacos-chiados e esquilos. A equipe estima que 40% das mudas plantadas em Guiones sobreviveram, devido a fatores genéticos e impactos humanos.
Costas Verdes desenvolve atividades com voluntários, escolas e turistas. A organização planeja ampliar para 300 mil árvores em 100 praias, com metas de financiamento e engajamento comunitário estáveis.
A iniciativa também aponta que o marco de 100 mil árvores simboliza o reencontro entre comunidade local e manguezais, florestas e espaços costeiros. A meta financeira para este ano é de cerca de 295 mil dólares.
Desafios e perspectivas
Especialistas destacam a importância de corredores ecológicos para a mobilidade de espécies. O foco é manter a restauração como política de conservação a longo prazo, não apenas projeto pontual.
Bolaños ressalta que manter o engajamento comunitário é crucial. Além de doações, são utilizados programas de turismo de plantio de árvores e venda de produtos para sustentar as ações.
O exemplo de Guiones mostra como a restauração de uma paisagem devastada pode estimular biodiversidade, turismo e bem-estar público, desde que haja cooperação entre moradores, governos e parceiros.
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