- O Ibovespa subiu 1,16%, aos 174.197 pontos, e o dólar caiu para R$ 5,009, nesta terça-feira (2).
- Mesmo com a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros nos EUA, a sessão foi impulsionada por bancos e mineradoras e por ambiente externo favorável ao risco.
- O governo brasileiro classificou a medida americana como injusta, enquanto o mercado acompanhou as negociações entre Brasil e Washington.
- Em 2026, a bolsa acumula ganho de 8,11%, com o desempenho da semana em 0,24%.
- No câmbio, o dólar variou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245, encerrando próximo da estabilidade; petróleo Brent fechou em US$ 96 e WTI em US$ 93,76, com atenção às negociações entre EUA e Irã.
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira 2, mesmo com a decisão dos EUA de impor uma tarifa sobre produtos brasileiros. O índice subiu 1,16%, aos 174.197 pontos, enquanto o dólar caiu 0,24%, encerrando em 5,009 reais. A operação ocorreu em meio a tensão comercial entre Brasil e EUA, e a notícia não impediu o avanço das ações de bancos e mineradoras.
A recuperação da bolsa ocorreu após cinco sessões de queda. No acumulado da semana, o ganho é de 0,24% e, no ano, a valorização chega a 8,11%. O governo brasileiro classificou a proposta americana de injusta e reforçou que as negociações com Washington dependem dos Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento.
Câmbio e cenário externo
O dólar teve oscilação restrita entre 5,0003 e 5,0245 reais e fechou próximo da estabilidade. A alta do real reflete fluxo de recursos para a bolsa e juros altos no Brasil frente a outras economias emergentes. Investidores lembraram ainda da volatilidade global, com atenções voltadas às negociações entre EUA e Irã.
Petróleo em alta
Os preços do petróleo fecharam em alta diante da cautela com o diálogo entre Washington e Teerã. O Brent avançou para 96 dólares o barril e o WTI ficou em 93,76 dólares. A ausência de sinais concretos de avanço nas negociações mantém as perspectivas de oferta pressionando os preços.
Contexto geopolítico
O mercado monitora a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial. A falta de progressos nas negociações internacionais sustenta a percepção de oferta restrita e influencia o comportamento dos ativos.
com informações da Reuters
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