- Brasileiros aceleram planos de investir nos Estados Unidos com a queda do dólar perante o real, especialmente por meio do visto EB-5.
- Movimento acontece frente à expectativa de mudanças nas regras do EB-5 a partir do próximo ciclo fiscal americano, que começa em outubro.
- O investimento mínimo atual é de US$ 800 mil em projetos geradores de empregos; a valorização do real reduz o valor em moeda brasileira.
- Em 2024, a emissão consular de vistos EB-5 no Brasil atingiu 336, dentro de um avanço global de demanda, com o total de vistos emitidos no ano fiscal subindo de 8.506 (2023) para 12.055 (2024), crescimento de cerca de 42%.
- Especialistas alertam para cautela: o EB-5 envolve capital de risco e geração de empregos, exigindo avaliação detalhada do projeto e da viabilidade.
Brasileiros aceleram planos de investimento nos EUA com dólar em queda e mudanças no visto EB-5. A combinação de câmbio favorecido e a expectativa de alterações regulatórias no programa de visto por investimento impulsiona a procura, especialmente antes do próximo ciclo fiscal americano, que começa em outubro.
Especialistas em imigração relatam aumento recente na demanda. O custo de entrada fica mais baixo com a valorização do real, e a perspectiva de mudanças regulatórias anima investidores a agir ainda neste ano. A estratégia é aproveitar o que ainda está em vigor.
A EB5AN, que atua na estruturação de investimentos para o visto EB-5, aponta crescimento significativo na carteira de brasileiros: de 1–2 consultas mensais para até 20 interessados nas últimas semanas. O programa exige investimento mínimo de US$ 800 mil em projetos geradores de empregos.
O movimento ocorre em meio a dados oficiais: segundo a IIUSA, o Brasil teve 336 vistos EB-5 emitidos no ano fiscal de 2024, enquanto as admissões totais subiram de 8.506 em 2023 para 12.055 em 2024, rendimento de cerca de 42% no período. Esses números destacam o Brasil como um mercado relevante na região.
Historicamente, o EB-5 gera impacto econômico expressivo. Entre 2016 e 2019, o programa atraiu US$ 75,2 bilhões em investimentos privados, criou 1,7 milhão de empregos e gerou US$ 14,5 bilhões em receitas tributárias, conforme estudo da IIUSA.
Um investidor brasileiro do setor de logística, que prefere não ser identificado, contorna o cenário atual ao confirmar o atraso na decisão inicial, com câmbio mais favorável e risco regulatório. A previsibilidade aparece como fator decisivo para acelerar o processo.
Além do Brasil, o movimento de mobilidade de patrimônio acompanha uma tendência global. Pesquisa da Henley & Partners, com dados da New World Wealth, indica que mais de 120 mil milionários mudaram de país em 2023, recorde histórico.
Apesar dos sinais positivos, especialistas ressaltam cautela. O EB-5 envolve risco de capital e depende da geração de empregos. Investidores devem analisar a viabilidade do projeto, não apenas a possibilidade de obter residência.
Criado em 1990, o EB-5 continua sendo uma via relevante para residência permanente nos EUA por meio de investimento produtivo, especialmente em um cenário de maior diversificação de patrimônio entre investidores internacionais.
Entre na conversa da comunidade