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Certificação B Corp pode acelerar para médias empresas com cultura de dados

Certificação Empresa B pode acelerar para médias empresas com dados estruturados, diante de novos requisitos por sete pilares e recertificação periódica

Para ser reconhecida como Empresa B, é preciso comprovar que a companhia cumpre padrões de desempenho social e ambiental
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  • Em setembro, entra em vigor a Diretiva Europeia de Empoderamento dos Consumidores para a Transição Verde (Diretiva 825/2024/EU), o que pode impactar empresas brasileiras na entrada na União Europeia e reforçar a importância de certificações globais como a Empresa B.
  • Para ser reconhecida como Empresa B, a companhia precisa cumprir padrões de desempenho social e ambiental, além de transparência e responsabilidade corporativa; mudanças recentes alinham a certificação a práticas globais e à regulamentação internacional.
  • No Brasil, o interesse de médias empresas pelo Sistema B cresceu nos últimos três anos; de 2023 a 2025, 53% das certificações no segmento foram para médias; desde 2013, são 342 empresas brasileiras certificadas, sendo 114 de médio porte.
  • O processo avalia o impacto em colaboradores, comunidade, clientes, meio ambiente e governança, comumente levando cerca de um ano; auditoria pode ser mais ágil quando a documentação já está pronta.
  • O modelo atual exige cumprir requisitos mínimos em sete pilares (Propósito e Governança de Stakeholders; Trabalho Justo; Justiça, Diversidade e Inclusão; Direitos Humanos; Ação Climática; Gestão Ambiental e Circularidade; Assuntos Governamentais e Ação Coletiva) e a velocidade depende da maturidade da empresa, com ciclos de Ano zero, Ano três e Ano cinco e necessidade de recertificação periódica.

Em setembro deste ano entra em vigor a Diretiva Europeia 825/2024/EU, conhecida como Diretiva de Empoderamento dos Consumidores para a Transição Verde. Ela orienta compras de consumidores da União Europeia com foco em práticas sustentáveis comprovadas. O objetivo é elevar o crivo sobre produtos importados, incluindo itens brasileiros, sob critérios ambientais e sociais.

Nesse cenário, a certificação Empresa B ganha importância para atuar em mercados mais exigentes. A certificação atesta desempenho social e ambiental, bem como transparência e responsabilidade corporativa, contribuindo para acesso a mercados regulados.

Segundo a avaliação do Sistema B, o Brasil já registra forte participação de médias empresas na certificação. Entre 2023 e 2025, 53% das certificações do segmento de médias empresas foram concedidas.

Foi criado há 20 anos nos Estados Unidos, o selo Empresa B passa por atualizações para alinhar-se a padrões globais e à evolução regulatória em cenários como a Diretiva 825/2024/EU. A meta é ampliar a conformidade com práticas sustentáveis.

No Brasil, o Sistema B já certificou 342 empresas desde 2013, sendo 114 de médio porte. A maior parte das certificações no período recente concentrou-se em médias empresas, demonstrando tendência de adoção nesse perfil.

O que envolve a certificação

A certificação analisa impactos sobre colaboradores, comunidade, clientes, meio ambiente e governança. Em média, o processo de certificação leva cerca de um ano, dependendo da maturidade da empresa e da disponibilidade de dados.

Jéssica Silva, co-CEO do Sistema B no Brasil, afirma que mudanças recentes tornaram o processo mais estruturado e transparente. O foco não é apenas pontuação, mas o atendimento de requisitos mínimos em sete tópicos.

Os sete pilares da avaliação

Os pilares são: Propósito e Governança de Stakeholders; Trabalho Justo; Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão; Direitos Humanos; Ação Climática; Gestão Ambiental e Circularidade; e Assuntos Governamentais e Ação Coletiva. Cada um exige compromissos formais.

Segundo Silva, a empresa deve demonstrar alinhamento entre decisões de governança e impactos sobre stakeholders, não apenas acionistas. A transparência e a responsabilidade são componentes centrais.

Velocidade do processo e fatores determinantes

A velocidade para obter o selo depende do nível de maturidade da empresa. Documentação estruturada tende a acelerar a auditoria, enquanto organizações com dados menos organizados podem enfrentar prazos maiores. A região e o porte também influenciam a análise.

Durante a auditoria, a equipe do Sistema B aponta melhorias necessárias e pontos a aprimorar. A avaliação leva em conta o porte da empresa e a localização geográfica, com atenção especial a mercados emergentes como o Brasil.

Processo de melhoria contínua

A certificação envolve ciclos de evolução, com requisitos mínimos no Ano 0 e novas exigências nos Anos 3 e 5. A recertificação periódica reforça o compromisso com impacto positivo, transparência e melhoria constante, conforme explica a executiva.

O Sistema B atua no Brasil desde 2013, integrando a rede global da organização B Lab. Hoje, existem mais de 10 mil Empresas B em mais de 100 países e 160 setores.

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