- O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, afirmou que fintechs podem contestar judicialmente as novas exigências do BC.
- Ele disse que prefere ter dezenas de processos judiciais a abrir mão da segurança e de um sistema financeiro sólido.
- Aquino mencionou o caso da CorpX, antiga Corpag, que teve uma liminar na Justiça após o BC negar licença de instituição financeira.
- O BC defende manter regras mais rígidas, incluindo relatório de auditoria independente para autorização de empresas de ativos virtuais.
- Embora as novas exigências possam elevar custos de entrada para algumas instituições, o diretor ressaltou que o custo de falhas de controle é maior, citando fraudes bilionárias.
O diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, afirmou que novas exigências para fintechs podem ser contestadas judicialmente. Em evento em São Paulo, ele enfatizou a prioridade da segurança e da solidez do sistema financeiro.
Ele destacou que a possibilidade de ações judiciais não deve levar o BC a ceder em medidas de proteção ao sistema. Ao mesmo tempo, citou que algumas instituições podem enfrentar custos de entrada mais altos por conta das exigências, mas que o custo de falhas de controle é ainda maior.
O comentarista recordou o caso recente da fintech CorpX, hoje chamada Corpag, que obteve liminar após o BC negar a licença de instituição financeira. Segundo ele, o episódio serve para ilustrar o alinhamento entre regulação e supervisão.
Ailton de Aquino também defendeu o reforço de asseguração com auditores independentes para novas entrantes no sistema financeiro. Ele reforçou que não haverá flexibilização das medidas de segurança, mesmo diante de possíveis questionamentos judiciais.
O diretor mencionou ainda que as novas exigências podem elevar custos de entrada para algumas instituições, mas que fraudes bilionárias representam risco maior. “O que é caro de fato são fraudes de grande escala”, avaliou.
Conforme explicou, a autoridade monetária adotou, recentemente, norma para empresas de ativos virtuais que exige relatório de auditoria independente no processo de autorização. A medida busca ampliar a confiabilidade do registro regulatório.
Essa orientação, segundo ele, reflete a confiança do BC no trabalho de auditores e visa fortalecer mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e de mitigação de riscos no setor.
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