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Governo define regras para leilão de megabaterias de armazenamento, vento e sol

Governo lança edital de leilão de baterias com dois gigawatts de potência para estocar vento e sol, com previsão de dezembro e conexão ao ONS

Megabaterias terão capacidade de estocar energia eólica. (Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo)
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  • O governo anunciou o lançamento, nesta quarta-feira, do edital com as regras do primeiro leilão de baterias para armazenar energia eólica e solar, com o leilão previsto para dezembro.
  • O objetivo é contratar 2 gigawatts de potência em Battery Energy Storage Systems, que entram em operação quando acionados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.
  • O volume equivale, em termos de escala, ao abastecimento de uma cidade com cerca de 6 milhões de habitantes.
  • O modelo prevê projetos com potência mínima de 30 megawatts e capacidade de fornecer energia por até quatro horas seguidas, com remuneração baseada na disponibilidade.
  • Empresas do setor demonstraram interesse, como Engie Brasil e Axia (ex-Eletrobras), que destacaram o interesse e a necessidade de esclarecer diretrizes regulatórias ainda neste ano.

O governo anunciou o lançamento, ainda nesta quarta-feira (3), do edital com as regras do primeiro leilão de baterias para armazenar energia. O Ministério de Minas e Energia, chefiado por Alexandre Silveira, aponta o leilão para dezembro, com o objetivo de armazenar vento e sol, conforme o pronunciamento oficial.

O certame pretende contratar 2 GW de potência em Battery Energy Storage Systems, que entram em operação quando acionados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O volume é suficiente para abastecer cerca de 6 milhões de habitantes.

O modelo estabelece potência mínima de 30 MW e entrega de energia por até quatro horas seguidas. A remuneração deverá ocorrer por disponibilidade, com as empresas instalando as baterias, mantendo-as prontas e recebendo uma receita fixa pela oferta de potência.

Empresas interessadas

A Engie Brasil informou que monitora o certame e que há apetite do grupo para desenvolver projetos de baterias, ainda com indefinições regulatórias a serem resolvidas nos próximos meses para viabilizar o leilão neste ano.

A Axia, que resultou da Eletrobras, também espera as diretrizes. A empresa tem projetos que chegam a 4 GW e analisa o quanto poderá ofertar conforme as regras, mantendo o pipeline de projetos em crescimento.

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