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Ibovespa sobe com tarifaço e dólar recua para R$ 5

Ibovespa fecha em alta; dólar cai a R$ 5 após tarifa de 25% dos EUA ser precificada, com Vale e siderúrgicas em ascensão e Petrobras em queda

No entendimento do governo brasileiro, a medida foi vista como negativa, mas poderia ter sido pior - (crédito: Nelson Almeida/AFP)
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  • O Ibovespa encerrou em alta de 1,16%, aos 174.197 pontos, nesta terça-feira, 2 de junho.
  • O dólar caiu 0,27%, fechando em R$ 5,009.
  • EUA propuseram tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, mas itens como café, carne bovina, peças de aeronaves e terras raras ficaram de fora; governo brasileiro viu a medida como negativa, com Marco Rubio classificando o Brasil entre os “não-amigos” dos interesses dos EUA.
  • Vale subiu 4,04%, impulsionada pela revisão de tarifas sobre o aço; CSN avançou 8,85%, Usiminas 8,57% e Gerdau 5,53%.
  • Petrobras, PTBR4, caiu 0,49%; BBAS3 recuou 0,35%; Bradesco teve alta de 1,52%, Itaú 0,51% e Santander 0,55%.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (2/6), com ganho de 1,16%, aos 174.197 pontos. A sessão ocorreu no contexto de notícia de uma possível tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros nos EUA. O ganho veio mesmo diante do cenário de tarifaço.

O governo brasileiro avaliou o movimento como negativo, mas limitado, pois a lista excluiu itens como café, carne bovina, peças de aeronaves, terras raras e outros metais. A decisão também foi interpretada como política, já que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, incluiu o Brasil entre os “não-amigos dos interesses dos EUA”.

As ações da Vale dispararam 4,04% após a exclusão de terras raras do tarifaço. Siderúrgicas também se destacaram, com CSN subindo 8,85%, Usiminas 8,57% e Gerdau 5,53%. O setor se beneficiou pela revisão sobre o aço norte-americano.

PETR4 caiu 0,49%, mesmo com a alta do petróleo. Entre bancos, as ações terminaram em alta, menos BBAS3, que recuou 0,35%. Bradesco subiu 1,52%, Itaú 0,51% e Santander 0,55%. O dólar comercial caiu 0,27%, fechando a R$ 5,009.

Análise de cenários

Economista da USP, Luciano Nakabashi, aponta alívio dos investidores ao ver a tarifa 25% como aceitável, com expectativa de ajuste durante negociações. O valor final pode variar conforme setores afetados.

Padrão de relações Brasil-EUA permanece incerto, segundo Rafael Pastorello, gestor do Banco Sofisa. Ele ressalta diferenças estruturais entre os dois países e aponta que decisões desse tipo envolvem fatores políticos e estratégicos, além dos econômicos.

Perspectivas para o curto prazo

Analistas destacam que a tarifa pode não ser votada de imediato, mantendo incerteza no mercado. O cenário operacional dependerá de negociações futuras e do impacto setorial. Mantêm-se atentos aos desdobramentos na relação bilateral.

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