- A JetBio, controlada pelo Summit Agricultural Group, planeja construir no Brasil a maior fábrica comercial de combustível sustentável de aviação a partir de etanol.
- A planta produzirá até 254 milhões de galões por ano, o equivalente a cerca de 1 bilhão de litros, com início de operações previsto para 2030 e exportação de 90% da produção.
- A produção utilizará uma ampla variedade de etanol, incluindo cana-de-açúcar, milho de segunda safra e resíduos, segundo o CEO William Moore.
- O projeto surge para atender à demanda por descarbonização do setor de aviação e se apoia na liderança do Brasil na produção de etanol de baixa intensidade de carbono.
- A localização provável é Paulínia, em São Paulo, embora a decisão final ainda não tenha sido tomada.
A JetBio, controlada pelo grupo americano Summit Agricultural Group, planeja construir no Brasil a maior fábrica comercial do mundo de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de etanol. A iniciativa visa produzir até 1 bilhão de litros por ano, com obras previstas para o segundo semestre de 2027. A localização final ainda não foi definida, mas Paulínia, em São Paulo, surge como possibilidade.
A decisão é apresentada como resposta à crescente demanda por descarbonização do setor de aviação e à disponibilidade de matérias-primas no Brasil. A JetBio aponta que o etanol de baixa intensidade de carbono do país é superior ao disponible nos EUA, especialmente diante de incertezas regulatórias por lá.
Produção, logística e mercado
A planta deverá contar com fornecedores de etanol variados, incluindo cana-de-açúcar, milho de segunda safra e resíduos. A produção prevista para 2030 é de até 254 milhões de galões por ano, cerca de 1 bilhão de litros, equivalente a 770 mil toneladas. O empreendimento exportará 90% da produção, com 10% destinados ao mercado doméstico.
Segundo William Moore, CEO da JetBio, a fábrica ampliará a exportação de um produto que diversifica a economia brasileira para além da agricultura. A empresa também destacou a possibilidade de utilizar etanol como aditivo ao querosene, sem exigir alterações nos motores das aeronaves modernas.
Fontes ouvidas indicam que o governo brasileiro já promove testes para aumentar a mistura de biodiesel no diesel até 25%, enquanto a regra de mistura obrigatória de etanol na gasolina está em pauta, ainda sem vigência. A montagem da fábrica depende de decisões regulatórias e de confirmação de local.
Entre na conversa da comunidade