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Mercado deverá se adaptar diante do caso PCC/CV, diz Lewandowski

Lewandowski afirma que a classificação do PCC/CV como terroristas elevará custos para empresas brasileiras e freará investimentos, impactando o mercado

Lewandowski diz ver, no setor privado, uma “preocupação” que vai além da defesa da soberania nacional
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  • Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, segundo Lewandowski.
  • O ex-ministro afirmou que a medida pode ampliar o Custo Brasil, aumentando gastos das empresas para se protegerem de vínculos com os grupos.
  • Segundo ele, o aumento de custos pode refletir no preço de mercadorias e afetar o consumidor, impactando o mercado financeiro e investidores.
  • Lewandowski: a classificação passa a criar “pária internacional”, levando investidores estrangeiros a terem mais cuidado ao investir no Brasil.
  • Ele destacou que privados também terão que reforçar compliance, seguros e medidas administrativas para evitar ilegalidades ou vínculos acidentais com o crime organizado.

O ex-ministro Ricardo Lewandowski afirmou que a decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é extremamente preocupante. Em declarações durante o 14º Fórum de Lisboa, ele destacou possíveis impactos econômicos, especialmente para o setor financeiro brasileiro.

Segundo Lewandowski, o mercado público e privado se adaptará, mas o custo Brasil tende a aumentar. Ele apontou que empresas farão ajustes para evitar envolvimento com o grupo terrorista, elevando custos e, por consequência, os preços ao consumidor. A percepção internacional também pode frear investimentos.

O ex-ministro ressaltou que a classificação oficial por uma potência estrangeira coloca o Brasil numa posição de maior cautela de investidores. Além disso, há impacto para o compliance, seguros e medidas administrativas adotadas por empresas nacionais, com possíveis consequências econômicas relevantes.

14º Fórum de Lisboa

O Fórum ocorre de 1º a 3 de junho, na Universidade de Lisboa, com o tema Nova ordem internacional, tecnologia e soberania. Debates incluem perspectivas sobre democracia, economia e desafios tecnológicos.

Entre os convidados estão Gabriel Galípolo, Magda Chambriard e Aloízio Mercadante, além de nomes internacionais. A edição deste ano registra presença recorde de palestrantes estrangeiros, apesar de menos integrantes de órgãos nacionais brasileiros.

O evento recebe o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, em reconhecimento institucional. A chancela não envolve financiamento, mas confere prestigio e reforça a relevância do debate para Portugal, Brasil e o cenário global.

Perspectivas e debates

Representantes de empresas privadas participam de encontros com operadores do direito que atuam no Judiciário. Essa prática é alvo de críticas por quem vê inadequação nesse tipo de aproximação.

Entre os empresários confirmados, estão nomes de diferentes setores, incluindo bancos, indústria e tecnologia. A agenda do fórum enfatiza o fortalecimento de diálogos sobre soberania, inovação e governança econômica.

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