- O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou a parceria entre governo e setor produtivo para enfrentar desafios e apresentou metas para o agronegócio brasileiro, em São Paulo.
- Ele informou que, desde a saída do ex-ministro Carlos Fávaro, os mercados abertos passaram de 555 para 616, com meta de alcançar 700; atribuiu parte do sucesso ao envolvimento pessoal do presidente Lula.
- Entre as conquistas, estão a abertura do mercado do Vietnã, maior presença do Brasil na China e o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação.
- Disse que a Embrapa é pilar do setor, com aumento de investimentos em pesquisa e inauguração de escritório na capital; citou ainda cooperação com o Carrefour para qualificar produtores.
- O ministro citou o plano safra de aproximadamente R$ 550 bilhões, ressaltou dificuldades como endividamento, seguro rural e custos, e destacou que o agronegócio corresponde a cerca de 25% do PIB e grande parte das exportações.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou em São Paulo a importância da parceria entre governo e setor produtivo para enfrentar desafios do agronegócio e mostrou um panorama de conquistas e metas. O comentário ocorreu durante o painel Diálogo, inovação e crescimento, no Conselho do Agronegócio da ACSP.
De Paula informou que abriram-se 616 mercados para produtos brasileiros, frente a 555 ao assumir o cargo, com meta de alcançar 700. A percepção é de que a atuação direta do presidente Lula facilita esse avanço, segundo o ministro.
Entre as recentes vitórias, ele citou a abertura do Vietnã, maior atuação brasileira na China e o status de país livre de febre aftosa sem vacinação. Também destacou o aumento de investimentos em pesquisa na Embrapa, que hoje triplicam os recursos.
Avanços institucionais e parcerias
O ministro anunciou a inauguração de um escritório da Embrapa em São Paulo, com foco em negócios, e a assinatura de um acordo de cooperação com o Carrefour para qualificar produtores da rede. O órgão também abriu 1.027 vagas após 15 anos sem concurso, com potencial de 25% adicional.
Ele explicou que a Embrapa foi reinserida no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, o que garantiu um aporte de 1 bilhão de reais para renovar estruturas, viabilizando a Embrapa Territórios em Alagoas.
Infraestrutura e perspectivas do setor
De Paula citou o programa de recuperação de estradas vicinais e rurais, com objetivo de restaurar cerca de 8 mil quilômetros de vias, facilitando o escoamento de produção.
Em relação aos desafios, o ministro mencionou o elevado endividamento dos produtores, a necessidade de um seguro rural robusto e a criação de um fundo garantidor. Também apontou impactos da guerra na formação de preços de fertilizantes e combustíveis.
Planos para o futuro do setor
Para o próximo Plano Safra, anunciado em 1º de julho, a expectativa é de aproximadamente 550 bilhões de reais, 10% acima do ano anterior. A esperança é que haja redução das taxas de juros para dígitos baixos, beneficiando os produtores.
De Paula ressaltou ainda a importância econômica do agro, que responde por 25% do PIB, gera 38 milhões de empregos e corresponde a metade das exportações do Brasil. Em 2023, o setor contribuiu com 11,7% do PIB, auxiliando o crescimento nacional de 2,3%.
O ministro encerrou reiterando a necessidade de união entre todos os elos do agronegócio, destacando que o setor não tem cor ou partido, apenas poder de integração para bons resultados.
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